Aeroporto Central, de Karim Aïnouz, conquistou o prêmio Fénix de melhor fotografia documental para Juan Sarmiento G. O documentário já participou de mais de 30 festivais incluindo o 68º Festival de Berlim, Cinema du Reel (Paris), CPH:DOX (Copenhague), Art of the Real (Nova Iorque), Sheffield Doc Film Festival (Sheffield), AFI DOCS (Washington), 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival do Rio 2018. O filme está na shortlist do IDA Documentary Awards.

O longa tem como pano de fundo o antigo aeroporto de Tempelhof, na capital alemã, uma das construções mais emblemáticas do regime nazista, que há dez anos foi desativada para voos, mas, atualmente em seu interior encontram-se abrigadas cerca de 3.000 pessoas à espera de asilo na Alemanha, oriundas da recente onda migratória fruto das guerras no Oriente Médio. Enquanto isso, ao redor, as pistas de pouso se transformaram em área de lazer para os berlinenses.

O diretor acompanha a vida dentro dos hangares e no parque do aeroporto seguindo o jovem sírio Ibrahim Al-Hussein, de 18 anos. O garoto morou no local durante um ano, até saber se seria beneficiado com a permissão de residência no país ou se seria deportado. Através do olhar de Ibrahim e suas descobertas, o filme remete Berlim de volta a uma surpreendente tensão entre crise e utopia, entre a necessidade de partir e o desejo de ficar.

O filme  estreou mundialmente na Mostra Panorama do 68º Festival de Berlim onde conquistou o prêmio da Anistia Internacional. O documentário foi lançado na Alemanha em julho de 2018 e no Brasil tem previsão de estreia para 2019. É o primeiro filme do cineasta falado totalmente em língua estrangeira. O longa é uma produção ARTE/RBB, Lupa Film, Les Films D’Ici, Mar Filmes, Cinema Inflamável e Canal Brasil. A distribuição no Brasil é da Pagu Pictures.

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