Baseado na história da vida real da escritora Sidonie-Gabrielle Colette indicada ao Prêmio Nobel, Colette conta a sua história de vida, dirigida por Wash Westmoreland.

Com uma narrativa didática e pontual, a escritora interpretada lindamente por Keira Knightley  – mais um vez em um filme de época (Orgulho e Preconceito , 
Desejo e Reparação) –  o filme acompanha Colette depois que seu marido, Henry “Willy” Gauthier-Villars (Dominic West em grande atuação!) alcança seu maior sucesso como autor com o romance “Claudine à l’Éole”, escrito por sua mulher, que viera revindicar seus direitos anos mais tarde, após o divórcio.

O drama da época mostra um pouco sobre a história da luta de uma mulher por igualdade, ou no mínimo, por ser reconhecida pelo seu trabalho, que se rebelou contra a manipulação e os abusos masculinos quando a Era da literatura moderna surgiu. Sidonie-Gabrielle Colette foi definitivamente uma mulher além do seu tempo.

Filha de um veterano de guerra, Gabrielle como era chamada pela mãe, sempre exalou sexualidade em sua obra, que conquistou o público feminino, facilmente. O romance “Claudine à l’Éole” atraiu a atenção nacional na França pela capacidade do personagem principal de cativar um público jovem e feminino na virada do século XX, se tornando  franquia de produção relacionada aos seus livros e um fenômeno mais que editorial.

 Keira Knightley dá vida a escritora em um papel que cai como uma luva. A atriz que já está acostumada a fazer filmes de época, tem porte e a elegância necessária para viver tais personagens no cinema. Assim Keira assume a personagem com total merecimento.

A direção de Wash Westmoreland (Para Sempre Alice)  merecia um olhar mais moderno, mais contemporâneo, por conta da temática e de sua importância. Não, o filme não é ruim, é bom, porém só se atem a fatos. A ambientação, a direção de arte e o figurino são primorosos!

Colette foi exibido no Festival de Cinema de Sundance de 2018 .

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