- Publicidade -

Patricia Marx lança “Nova”, seu 13º álbum de estúdio

Publicado em:

A voz continua a mesma. Afinadíssima, lindo timbre, percorrendo caminhos surpreendentes, mas sempre com naturalidade. Sem exibicionismos, sem fazer força, Patricia Marxvoa alto e nos conduz para outros planos ao longo de 14 faixas inéditas reunidas sob o título “Nova” (LAB 344). Intacta em sua essência, ela aposta na delicadeza e no risco, com a segurança de quem já vendeu mais de 3 milhões de discos e já recebeu os maiores elogios de alguns dos mais exigentes ouvidos do Brasil e do mundo.

As órbitas sonoras de Patricia Marx também não mudaram. Ela chega ao 13º álbum solo de estúdio fiel às paixões que a movem desde o começo deste milênio: o estilo neo-soul – ou “nu soul”, que deu título ao disco que a cantora lançou em 2004 – de artistas como Maxwell e Jill Scott, de balanços manhosos, acordes menores e vastas emoções expressas com sutileza. A sexy “You Showed Me How”, primeiro single, parte dessa estética, com direito a uma “outro” (o oposto de “intro”) em que o piano de Herbert Medeiros deixa às claras a sinergia e a cumplicidade que rolaram em estúdio.

O paulistano Herbert, ex-garoto prodígio com formação nos rigores do meio gospel, é coprodutor e coautor de dez faixas do disco, junto com Patricia, e assina uma delas sozinho, a vinheta “estendida” “You? (Sobre ser uma Monja)”. Patricia não abre mão do talento dele – apreciado também por Ed Motta, pelo grupo inglês de acid jazz Incognito e pelos melhores cultores nacionais daquilo que aqui é conhecido como “black music”. “É um cara sofisticado, extremamente musical. E já sabe tudo que eu gosto, as referências todas. É incrível a química que temos, eu, ele e Robinho (Tavares, baixista e coautor em duas músicas)”, observa.

O nome desta coleção de canções, “Nova”, ela explica, tem a ver com o ciclo de uma estrela: nascimento, explosão, impermanência… Concepções cósmicas e budistas à parte, é revigorante ouvir, reluzente em meio a um material de tanta qualidade, joia do quilate de “Dança do Tempo”. Patricia e Herbert escreveram uma bossa à altura do melhor da tradição – e acima de qualquer zeitgeist ruim vigente. Quem ouve aquele piano, aquele violão (de Marquinhos Amaral) e as coisas que Patricia faz com a voz ali acredita em tudo da letra, assinada com Jorge Ailton: “A vida é boa demais/ (…) Esse samba que chega inspirando (…)/ E devolve e traz/ Um Brasil em paz”. É coragem em forma de música chegando no momento preciso.

 

Rota Cult
Rota Cult
Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

Mais Notícias

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -