Em meados da década de 1970, uma onda de violência política sem precedentes se desenrola na Argentina. Isso, no entanto, parece ter pouco efeito na pequena cidade rural onde Claudio, advogado bastante conhecido, leva vida tranquila com sua família. O curso normal das coisas é interrompido quando ele participa de uma discussão acalorada que fica fora de controle.

Selecionado para os festivais de San Sebástian e Toronto, o novo filme de Benjamin Naishtat (Bem Perto de Buenos Aires) leva as telas a temática do exílio de forma poética e alusiva, utilizando de recursos sonoros para dar um tom de suspense à um drama de ficção, inspirado em histórias familiares e recortes de jornal. Com o intuito de fazer uma critica politico-social, a direção segue pelo curto espaço de tempo de três meses após uma violenta ação em sua vida. Dario Grandinetti interpreta Claudio, um personagem que se encontra numa sinuca de bico ao se deparar com um detetive particular.  O enredo se desenrola com peculiaridade se misturando com a fotografia (do brasileiro) Pedro Sotero, com o intuito de imprimir um espectro árido, assim se fazendo coesa e necessária ao roteiro subjetivo e com intenção de ajudar na construção de seus personagens e de sua dramaturgia, além de sua beleza.

A atmosfera do filme é baseada nos recursos dos anos 70, com elementos usados na época, assim como na linguagem cinematográfica que usa de elementos práticos na própria câmera. Segundo Pedro, a possibilidade de ser filmar em película foi cogitada, porém não foi possível, pois todos os laboratórios na America Latina foram fechados.

 

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