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Polysom relança registros clássicos da carreira de Marcos Valle

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Iniciando sua carreira em um trio ao lado de Edu Lobo e Dori Caymmi, Marcos Valle logo mostrou grande aptidão e habilidade nas composições. O carioca fez seu nome como um dos ícones da segunda geração da Bossa Nova, mas desde o início foi influenciado por vários estilos musicais, como o baião, o jazz e a black music. Dentre os registros de sua longeva carreira, dois deles saem agora pela coleção “Clássicos em Vinil” numa parceria entre Polysom e Universal: “Mustang Cor de Sangue ou Corcel Cor de Mel” (1969) e “Vento Sul” (1972). Ambos os álbuns chegarão às lojas em meados de março, cada um em disco de 180 gramas.

A produção de Valle em sua fase bossa nova mostrou-se frutífera desde as suas primeiras criações e com “Samba de Verão”, composta 1964, conquistou sucesso internacional e conseguiu a proeza de estar nas paradas da Billboard três vezes ao mesmo tempo, em versões de diferentes cantores americanos. O êxito, porém, não acomodou o cantor, que seguiu ampliando as fronteiras de sua música, adicionando suas outras influências aos novos sons. Desse modo, surgiram alguns dos álbuns mais cultuados da sua carreira, reverenciados por DJs da Europa, Japão e do Brasil.

O álbum “Mustang Cor de Sangue ou Corcel Cor de Mel”, contendo clássicos como a faixa homônima e “Azimuth”, apresenta apurada fusão entre samba, pop e rock, em grande parte trabalhado com arranjos de orquestra de cordas e linhas de metais bem elaboradas. Com colaboração de Milton Nascimento em “Diálogo”, o disco entrega letras que abordam de críticas à sociedade de consumo à diversidade cultural brasileira.

Após esse lançamento, o músico seguiu variando e explorando cada vez mais, lançando, dentre outras obras, o notável “Vento Sul”. Compondo nove das 11 faixas com seu irmão e parceiro Paulo Sérgio Valle, o álbum foi produzido por Milton Miranda. Na obra, Marcos apresenta experimentações com guitarras e sintetizadores sem abrir mão de suas origens musicais. Entre os destaques, há a faixa homônima ” Vento Sul” e a canção de abertura, “Revolução Orgânica”.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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