Luciana Caravello Arte Contemporânea participa pela primeira vez da ARCO Lisboa, importante feira de arte contemporânea, que será realizada de 16 a 19 de maio, em Lisboa, Portugal. Única galeria carioca a participar do evento, Luciana Caravello apresentará obras dos artistas Eduardo Kac (Rio de Janeiro, 1962. Vive e trabalha em Chicago), João Louro (Lisboa, 1963. Vive e trabalha em Lisboa), Ivan Grilo (Itatiba/SP, 1986. Vive e trabalha em Itatiba/SP), Marina Camargo (Maceió, 1980. Vive e trabalha em Porto Alegre e Berlin) e Nazareno (São Paulo, 1967. Vive e trabalha em São Paulo).

Eduardo Kac é internacionalmente reconhecido por seu trabalho inovador em arte contemporânea e poesia. No início da década de 1980, Kac criou obras digitais, holográficas e online que anteciparam a cultura global em que vivemos hoje, composta de informações em constante fluxo e transformação. Dentre as obras apresentadas estarão bordados em linho da série “Space Poetry”, inspirada na obra em papel “Telescópio Interior”, concebida especificamente para ser realizada no espaço, em gravidade zero. Os bordados “Space Poetry” foram emoldurados procurando transmitir a ideia de flutuação da obra original. Será apresentado, também, o desenho “Performance para um astronauta, um par de tesouras e duas folhas de papel” (da série Telescópio Interior), 2015, e a gravura “Alba”, da série GFP Bunny, de 2004. Um trabalho mais antigo, de 1982, também será mostrado na ARCO Lisboa: uma pintura eletrostática da série “Cartografia vertical”.

Do artista Ivan Grilo, a galeria apresentará obras da série “Verdades tropicais” (2019), que apresenta uma pequena amostragem de recortes botânicos retirados de um único retrato feito por Joaquim Insley Pacheco, em 1883, no qual Dom Pedro II é representado em um estúdio repleto de plantas, em um simulacro de floresta tropical. Compõem a obra, além da impressão em papel de algodão, prateleira em ferro, copo, cachaça e garrafa de vidro. Também serão apresentadas obras da série “Faltan Estrellas” (2019), na qual o artista vem trabalhando nos últimos meses, e que trata de relações ambíguas entre amor e política. As obras são feitas com gravação em acrílico, papel e semente. Também haverá um exemplar das famosas placas de bronze do artista.

Do artista português João Louro serão apresentadas obras da série “Cover” (2018), nas quais o artista seleciona capas de grandes clássicos e lhes dá uma nova identidade. Os títulos funcionam como portas de entrada para a convocação da palavra ou da imagem, revisitando obras-chave do património literário, poético e filosófico, e integrando-se numa profusão narrativa e dramática dos vastos mundos ali plasmados. Do artista, também estará a obra “The Dharma Bums” (2012), punção sobre cobre.

Nas obras da série “Universos paralelos”, de Marina Camargo, o desenho do mapa da cidade é parcialmente encoberto por uma placa com o mapa do céu correspondendo ao momento em que o trabalho foi produzido. Na ARCO, será apresentada uma obra inédita desta série sobre a cidade de Lisboa. Da artista, também será apresentado o trabalho inédito “Continentes Dobrados (África)”, parte da série recente de trabalhos de Marina Camargo, onde a geografia é transformada em formas elásticas, distanciando-se das estruturas ortogonais características da cartografia.

Nazareno aborda em suas obras aspectos relativos à memória, infância, contos de fadas, narrativas, etc., bem como a fragilidade do sujeito contemporâneo frente à impossibilidade de transcendência. Realizadas em variadas mídias como desenho, esculturas, instalações, vídeos, gravuras, entre outras, são trabalhos que potencializam a atenção do espectador pelo caráter de sua miniaturização evidenciando outras realidades e eventualmente conduzindo o adulto/espectador a um estranhamento em seu rebaixamento a uma condição infantil. Na ARCO, serão apresentadas duas esculturas do artista: “Calmos, inteiramente calmos” (2016), em madeira Jacarandá e aço, e “Nós, que de nada esquecemos!” (2015), em madeira.

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