Vigésimo primeiro longa do cineasta Pedro Almodóvar, com Antonio Banderas e Penélope Cruz, tem ares de uma autobiografia. O lançamento mundial do filme aconteceu em maio, no Festival de Cannes,  onde Almódovar concorreu à Palma de Ouro pela sexta vez.

Com direção e roteiro de Pedro Almodóvar,  o longa conta a história de Salvador Mallo, um cineasta aposentado, por falta de inspiração. Assim como Woody Allen, Almodóvar atribui à Antonio Banderas, seu alter-ego. Em Dor e Glória, o diretor assume as telas por inteiro, se tornando seu próprio personagem no meio da sua marca registrada, seja na estética ou nos enquadramentos. Apesar de ser um drama, o filme explora muito bem as cores, é tudo muito vivo, inclusive a própria busca interna de Salvador. Nada permite que a construção da narrativa seja deprimente. Alias, se esse foi o intuito, Pedro Almodóvar atinge com louvor, o diretor leva as telas a dificuldade de liderar a própria vida, numa trama surpreendente, capaz de prender o espectador do inicio ao fim.

Antonio Banderas está muito bem em cena! O ator imprime um personagem cheio de nuances, como nunca vimos. É impressionante a sua entrega! Enquanto Penélope Cruz é um deleite em cena! A atriz traz um ar angelical interpretando a mãe do pequeno Salvador, interpretado por Asier Flores, que também merece destaque. Com tamanho talento, o ator inicia sua carreira, com um grande diretor.

Dor e Glória é de uma beleza absurda no que se trata da construção do protagonista, o filme entrega um personagem cheio de nuances. Aliás, Salvador Mallo veste as mesmas roupas do diretor – as peças foram copiadas do seu armário – além de viver em uma casa como a sua, na mesma rua de Madri onde o cineasta mora.

 

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