Chico Buarque não é apenas um cantor, ele é uma paixão nacional. Completando 75 anos de idade, Francisco Buarque de Hollanda, é um dos cantores e compositores com maior prestígio do Brasil, autor de músicas icônicas que atravessam gerações, consegue tocar e comover de modo que, aqueles que escutam suas canções parecem ser transportados para dentro delas. A riqueza de suas letras, tem um reconhecimento não apenas no Brasil, mas seu nome é prestigiado mundo afora, como sendo um dos grandes representantes da MPB.

Chico consegue fazer uma leitura da alma feminina tão profunda, que por vezes, suas composições parecem que foram de fato, escritas por uma mulher. Anas, Beatrizes, Carolinas, Lilys, Bias, Bárbaras foram agraciadas com canções em que seus nomes foram eternizados, quem não gostaria de ter seu nome cantado por um gênio como Chico?

No período da ditadura militar, o músico, que teve suas letras censuradas diversas vezes e sempre bateu de frente com o regime, produziu inúmeras obras de forte valor não apenas histórico, mas de resistência, que ainda hoje são de grande coerência e representatividade, como “Cálice”, “Deus lhe Pague”, “Apesar de Você”, “Roda Viva”, dentre tantas outras que subjetivamente criticavam a forma como o país era conduzido na época.

Se não bastasse a vasta obra musical que lhe é atribuída, Chico Buarque ainda é um escritor extraordinário, cujo reconhecimento veio esse ano, quando ganhou o prêmio Camões, pelo conjunto da obra como romancista, dramaturgo e compositor.

Seu último disco lançado, “Caravanas”, cuja música que dá nome ao álbum é uma crítica a forma que a Zona Sul rejeita os meninos das favelas em suas praias, foi premiado com essa canção, pelo Grammy Latino nas categorias de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e Melhor Canção de Língua Portuguesa.

Com uma carreira brilhante, o cantor é também um forte ator social na luta pela igualdade e justiça, se envolvendo frequentemente em questões políticas de grande relevância nacional, que são ainda hoje representadas em seu trabalho. A forma atual com que Chico compõe e canta, faz os fãs terem a certeza que sua produção, no auge de seus 75 anos, está mais viva do que nunca.

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