“A maturidade traz calma”, afirma Alê Briganti, responsável pelos vocais de Pin Ups. São três décadas de vida e duas desde o último trabalho com inéditas, porém esse período sabático encerra com o lançamento de “Long Time No See”, álbum que celebra a volta da banda e estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 14 de junho, sexta-feira. Com doze faixas, incluindo uma bônus, o quarteto também se prepara para o show de lançamento do disco que acontece no dia 15 de junho, sábado, no palco do Sesc Pompeia, São Paulo, a primeira apresentação ao vivo nos últimos três anos. O disco chega pelos selos Fliting Music e Midsummer Madness.

Formada no final dos anos 80, Pin Ups é considerada uma das criadoras do movimento guitar, precursora do indie rock brasileiro que conta, desde o começo, com Alê Briganti (vocalista e baixista), Zé Antônio (guitarrista) e Flávio Cavichioli (baterista) e, para esta primeira apresentação da banda ao vivo nos últimos três anos, ganharam um novo nome integrante, que é o Adriano Cintra (ex- Cansei de Ser Sexy).

O disco, que levou um ano para ser finalizado, teve produção de Adriano e Zé Antônio. “Agora sem a pressão do tempo, sem precisar se preocupar em sair para a turnê, o processo foi todo mais calmo. Fizemos tudo exatamente como queríamos”, conta Zé. Alê reforça a satisfação com o lançamento: “É o melhor disco que já fizemos”. O álbum foi inteiramente gravado no Estúdio Aurora em São Paulo.

“Long Time No See” traz grandes participações especiais. A primeira faixa, “You Can Have Anything You Want”, contou com três nomes de destaque na cena do rock e indie rock nacional: Eliane Testone, ex-guitarrista da banda que atualmente mora em Londres e veio para o Brasil para as gravações; Amanda Buttler (Sky Down) nos backing vocals; e Pedro Pelotas (integrante do Cachorro Grande) nos teclados. A música mostra uma batida mais marcada em sintetização, diferente de tudo que Pin Ups tinham feito nos seus discos anteriores.

Em seguida “Portraits Of Lust” também foi encorpada por Eliane na guitarra base e deu abertura para o contraponto do baixo marcado na letra inspirada na cena obscura de art rock norte-americana dos anos 70 e 80. Já “Little Magic” coloca a melodia vocal em primeiro lugar nas três camadas de guitarra e uma farfisa poderosa de Adriano Cintra. “O Pin Ups sempre flertou com o power pop, principalmente nos três últimos álbuns”, conta Alê Briganti. “Essa música foi inspirada pelo estilo da banda norte americana ELO (Eletric Light Orchestra) e no filme Xanadu”, completa.

A mais crua e fugaz do disco, “Separate Ways” é próxima da sonoridade clássica do Pin Ups. Apesar de ter o mesmo título de uma música da banda Journey, não é uma referência direta, no entanto Alê Briganti confessa: “talvez o título seja uma memória inconsciente”. O disco segue com “Spinning”, faixa escolhida como primeiro single deste trabalho, que conta com uma pegada mais pop, timbres mais suaves, com drives, farfisa, violão e vocais melodiosos.

Na segunda metade, o disco guarda segredos em “Ballad For Samuel And Tobias”: “Já tem gente perguntando quem são Samuel e Tobias, mas a gente não vai contar”, brinca Zé. A psicodelia garantida pela grandeza sonora do órgão e os mellotrons tocados por Pelotas se encontram com os backings da Elisa Oieno e do Victor José, do Antiprisma. O segundo single deste trabalho, “Mexican Tale”, traz a participação super especial de Jim Wilbur, guitarrista do Superchunk, uma das maiores influências da banda. A letra tem uma temática bastante atual, sobre política, aliada ao clima de road trip.

“Damn Right” leva o título de faixa mais dançante já feita pela banda, com base simples e ritmo apoiado na linha de Rhodes e órgão tocados por Pelotas. “Gone Tomorrow” chega com a liberdade de experimentar que os Pin Ups desfrutaram neste lançamento, uma música lenta ao som do mellotron e piano que não escondem o amor por Beatles completados pelos vocais do Antiprisma pra fechar o clima dos anos 60. “Crazy” com inspiração no space rock nasceu como vinheta, mas ganhou corpo e foi incluída no disco como faixa.

O álbum chega ao fim com “Long Time No See” tem uma melodia nostálgica, guitarras viajantes e teclados com vocais dobrados feitos por Adriano e Alê. O último respiro vem com “Awaken Dream”, a faixa bônus.

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