A exposição propõe uma investigação sobre a imagem fotográfica. E, como em toda investigação – como em toda fotografia –, não apenas o quê se olha é importante, mas também a distância do observador e a qualidade da observação. A fotografia convida o público a chegar mais perto e passar mais tempo para ver melhor. Ao mesmo tempo, sugere que devemos desconfiar de qualquer indício, que às vezes o que se busca está além do alcance da visão.

A exposição contará com cerca de 30 imagens dispostas ao longo da galeria com dimensões diversas.

A exposição investiga o processo clássico da realização de vistas e paisagens, mas também de sua desconstrução e desvios, como forma de (re)aprendizado do olhar. Victor Naine começou sua pesquisa em 2013 quando deparou pela primeira vez com processos inaugurais da história da fotografia e foi seduzido pela exigência de desacelerar o ritmo de produção em tempos de excesso de informações. Diante de uma profusão de imagens digitais geradas a cada novo evento, quantas são verdadeiramente transformadoras e memoráveis? Provocado por esse questionamento, debruçou-se sobre o processo lento da fotografia de grande formato, com negativos com de 8×10 polegadas, aprofundando-se nas técnicas tradicionais para em seguida desmistificá-las e subvertê-las, trazendo-as para o campo da fotografia contemporânea.

SERVIÇO
A fotografia, de Victor Naine, curadoria de Rony Maltz
Visitação de 11/08 a 29/09
Entrada Franca
Ateliê da Imagem Espaço Cultural 20 anos (Av. Pasteur, 453 urca RJ)

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