Uma das mais aguardadas produções brasileiras deste ano, Bacurau, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ganhou sua primeira sessão pública no país na noite de 16 de agosto, na abertura do 47° Festival de Gamado, no Rio Grande do Sul.

A história da pequena cidade do sertão nordestino do título, assombrada por fenômenos estranhos causados por um grupo determinado a “apagar” o lugarejo do mapa foge do realismo social de O som ao Redor e Aquarius, Bacurau já tem suspense, fantasia, essa influência vem da relação que os diretores Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho criaram em torno deles. “São 16 anos falando sobre cinema. Eu me sinto muito confortável com o cinema fantástico, ele traz elementos fora da realidade, que eu gosto muito” complementa Dornelles, seguindo por “Bacurau não é feita da nossa imaginação, ela existe. A localização de Bacurau faz parte de uma cidade maior, Bacurau é um distrito formado por vários recortes”.

“O filme é mergulhado em simbologias, era muito importante que a cidade de Bacurau fosse um lugar sem armas, que elas ficassem expostas em museus à troco de estudo”, complementa Kleber.

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