Quando O Exterminador do Futuro chegou aos cinemas em 1984 foi uma revolução do cinema de ação e também a introdução do que Schwarzenegger se tornaria e o prestigiado cineasta James Cameron seria. O Exterminador do Futuro 2, considerando um dos maiores filmes de ação da história, é também um dos maiores sucessos de Cameron, e infelizmente a qualidade da série apenas caiu com a saída do cineasta. A continuação apesar de razoável, não superou seu antecessores, a franquia foi descendo a ladeira até o fundo do poço em Exterminador do Futuro: Gênesis, um fracasso em todos os sentidos. Quando pensamos que finalmente deixariam esse cadáver descansar, é anunciado um novo longa com James Cameron na produção, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio.

O diferencial que criou expectativas sobre o filme foi o retorno de Linda Hamilton como a incrível Sarah Connor, que continua na luta, e também o personagem de Mackenzie Davis, um misto de humano e máquina. Todos do elenco estão muito bem em seus papéis, incluindo a protagonista, Dani, interpretada por Natalia Reyes, que é o novo John Connor, quanto a Schwarzenegger tem total domínio sobre o personagem. Um pequeno elogio a Gabriel Luna, que é o Exterminador da vez, que fala apenas o necessário e mantém a expressão neutra, assim como fazia o T-1000 de Robert Patrick.

O elemento questionável é o roteiro, pois apesar de ser uma nova história, ela também não é. Em 1991, Sarah Connor e seu filho, John, impediram a criação do sistema Skynet, que causaria a revolução das máquinas, eliminando essa linha temporal futura. Só que os anos passam e a tecnologia mudou muito desde os anos 1990, novos sistemas são criados para novos problemas, neste caso, criaram a Legião, um sistema para impedir crimes cibernéticos. Os dois sistemas são causam exatamente a mesma coisa, exceto que Skynet é um nome melhor, eles criam a guerra e matam 3 bilhões de pessoas no processo. Isso não faz o filme ser justificável, afinal, qual a necessidade dele pra saga que conhecemos? Além disso, a obra fica muito tempo explicando coisas, Mackenzie fala sobre o futuro e a tela mostra o futuro, fica em um vem e vai cansativo. Outro elemento muito presente na trama é o empoderamento feminino, que sempre deve ser incentivado, mas por vezes há uma saturação do empoderamento no discurso, o que soa como apelo mercadológico, contudo é melhor ter assim do que não ter.

O diretor, Tim Miller, já tinha demonstrado sua habilidade em filmes de ação dirigindo Deadpool, e realmente as cenas de lutas são muito boas aqui. O vilão mistura os dois robôs clássicos da saga, o T-800 (Schwarzenegger) e o T-1000 (Patrick em Exterminador 2), ou seja, problema em dobra. Miller utiliza o rejuvenescimento de Linda, Arnold e de Edward Furlong (o jovem John Connor) no início do filme, até bem feitos, mas todos os esforços foram para o robô do futuro. Como entretenimento é um excelente filme, porque a história é simples e boa, a ação é eletrizante e constante, e os personagens são ótimos. Mesmo mais de 30 anos depois, continua sendo uma excelente história.

Imagem: Divulgação Fox Film Brasil

 

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