A Orquestra Ouro Preto desembarca no Rio de Janeiro para duas apresentações do espetáculo “O Pequeno Príncipe”. Os concertos serão nos dias 22 e 23 de outubro, às 20h, no Teatro Oi Casa Grande. Os ingressos variam de R$ 10,00 a R$ 50,00 e o público pode assistir ao espetáculo da Plateia VIP, Plateia Setor 1, Camarotes 1, 2 e 5, Balcão 2 e Balcão 3. A compra pode ser realizada no site www.tudus.com.br ou na bilheteria do Oi Casa Grande. Os concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e SulAmérica e fazem parte da turnê nacional 2019 da Orquestra Ouro Preto.

Inspirado na antiga Coleção Disquinho, que embalou a imaginação de crianças por mais de 30 anos, o universo de Antoine de Saint-Exupéry ganha uma nova versão através dos sons e timbres da Orquestra Ouro Preto. O Pequeno Príncipe é uma adaptação feita cuidadosamente pelo Maestro Rodrigo Toffolo, diretor artístico e regente titular da Orquestra Ouro Preto, e recebe música original de um dos mais premiados compositores brasileiros, Tim Rescala, e a magia do teatro de bonecos de Eduardo Felix, do Pigmalião Escultura que Mexe.

Toffolo conta que a soma dos instrumentos orquestrais à narração e ao cenário composto por bonecos trouxe um resultado capaz de agradar a adultos e crianças. “Não é um espetáculo só infantil já que quis fazer uma adaptação fiel da clássica obra de Exupéry e, portanto, frases importantes do autor que nos fazem refletir estão intactas no texto que tem música original nas sete cenas que o compõe. O que fiz foi uma desconstrução do texto original, começando a história do meio, do encontro entre o Príncipe e o Rei”, desvenda o Maestro que manteve a filosofia e poesia presentes no texto francês de 1943.

Tim Rescala que também é narrador da história, ora interpreta o Pequeno Príncipe, ora o Piloto que vive um acidente com seu avião no meio do deserto do Saara e, ao adormecer no local se encontra com o Pequeno Príncipe e, assim, começam uma relação. “É um espetáculo que explora a linguagem do teatro de bonecos, contando a história do personagem imortalizado na literatura mundial, criando um universo lúdico por meio de diálogo entre a música e as artes cênicas. É um evento para toda a família. Uma ótima oportunidade para encerrar o ano em um clima de confraternização”, conta Toffolo, que continua: “No palco, há uma relação interessante entre os músicos da orquestra, as marionetes e narrador”.

No roteiro do Concerto, o Pequeno Príncipe, que precisava de um amigo e tinha uma essência socrástica, ou seja, gostava de fazer muitas perguntas; leva o público a uma viagem por sete cenas repletas de reflexões e encontros, com narrativa sempre marcada pelo perfil de diferentes instrumentos orquestrais. Saindo de seu planeta, o principezinho conhece um Rei com seu Cravo, um homem de negócios e seu Xilofone e um geógrafo com sua Flauta, até chegar a um planeta azul – o nosso planeta. No deserto do Saara, inicia sua caminhada ao lado de um aviador e seu Corne Inglês, encontrando um poço e sua água fresquinha. O som do Fagote leva o Pequeno Príncipe a conhecer uma raposa e com ela a importância de cativar. Em sua volta para casa, uma voz faz – o Príncipe e o público – refletir sobre a importância de estar atento às ervas boas e más que permeiam o universo particular de cada um.

Ao final, a Orquestra conduz o Pequeno Príncipe de volta a sua casa, mas, desta vez, levando consigo um carneiro dentro de uma caixa e um nome para a sua rosa. “O nome é algo muito significativo nessa trajetória. A história leva o público a compreender, junto com o Príncipezinho, que tudo que é especial para nós, damos um nome: pessoas, carros, bichos, e, claro, a rosa!”, reflete Rodrigo Toffolo fazendo mistério sobre o nome escolhido para a Rosa do Pequeno Príncipe. “Posso dizer que é um nome sem gênero, e ainda tem um significado de pertencimento e amor”.

O concerto Orquestra Ouro Preto O Pequeno Príncipe é uma aventura cheia de simbolismos, onde a coragem para as novas descobertas e o valor de contemplar as pequenas coisas se encontram em uma narrativa repleta de musicalidade, linguagens repletas de contemporaneidade. “Isso reflete bem quem é a Orquestra Ouro Preto. Sempre imprimimos em nossos trabalhos uma forma de popularizar a música erudita, trazer proximidade para as pessoas de forma a criar apreciação pelo formato, nossa grande missão baseada na excelência e versatilidade de nossas produções”, diz o Maestro, lembrando que na jornada, o Pequeno Príncipe não desiste de perguntar e, então descobrir-se, refletir e prosseguir. “E este é o convite da Orquestra Ouro Preto a cada pessoa que se encontrar com este Príncipe do mundo eclético da harmonia musical e da literatura orquestral”, finaliza.

Serviço
Orquestra Ouro Preto: O Pequeno Príncipe
Data: 22 e 23 de outubro, terça e quarta-feira
Horário: 20h
Local: Teatro Oi Casa Grande (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon)
Foto: Iris Zanetti

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