Ciclo de estudos que a Dantes Editora realiza no mês que vem, com mediação de Ailton Krenak, acontece de 12 a 15 de novembro, com rodas de conversa que entrelaçam-se com oficinas, música,  arte e lançamentos de livros no Teatro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (antigo Teatro Tom Jobim). Tudo aberto ao público e com entrada franca.

Pensadores brasileiros e estrangeiros de culturas aparentemente distantes vão apresentar suas perspectivas e conhecimentos sobre aspectos da vida em rodas de conversa que terão como tema Biosfera, Metamorfose, Céu, Amazônia e Plantas Perfumosas.

Entre os convidados estão o autor e ensaísta americano Dorion Sagan, filho do astrônomo Carl Sagan e da bióloga Lynn Margulis; o antropólogo canadense Jeremy Narby, autor do livro “A Serpente Cósmica, o DNA e a Origem do Saber” (Dantes, 2018); o filósofo e escritor italiano Emanuele Coccia, autor do livro “A Vida das Plantas: uma metafísica da mistura”(Cultura e Bsrbárie, 2018) ; o pajé Dua Busẽ (Manoel Vandique Kaxinawá), da aldeia Coração da Floresta na terra indígena Alto Rio Jordão, coordenador do projeto Una Shubu Hiwea- livro Escola Viva; o professor Ibã Sales, que há anos estuda as plantas em sua aldeia na floresta amazônica acreana; a líder feminina amazônica e andina Ketty Lópes; o ecólogo Fábio Scarano, referência em questões climáticas e sustentabilidade; a professora e filósofa indígena Cristine Takuá; e Carlos Papá , liderança espiritual Guarani.

As rodas de conversas envolvem várias camadas entre ciências, conhecimentos indígenas, arte, ecologia e filosofia. Em um ambiente acolhedor, as falas de biólogos, antropólogos, astrofísicos, economistas, filósofos e escritores serão intercaladas por intervenções musicais de mulheres Huni Kuï (Ayani, Batani, Bunke e Shikuani), da região amazônica entre o Peru e o Acre, da violoncelista Nana Carneiro da Cunha e do músico Rodrigo Quintela, no baixo acústico.

Três esculturas de Iole de Freitas (presente na roda de conversas sobre o Céu) estarão no centro do teatro disposto em arena. Na entrada haverá uma exposição de 50 desenhos originais de Toramu Kehíri (Luiz Lana), do povo Desana, do Alto Rio Negro, que virá especialmente para lançar o livro “Antes o Mundo Não Existia”. O ciclo Selvagem celebrará também Berta Ribeiro (1924-1997), expondo uma fotografia da antropóloga, feita por seu companheiro, Darcy Ribeiro, em uma aldeia Kadiweu em 1948. Berta é autora de uma das mais importantes obras indigenistas do século XX e inspirou a Dantes a reeditar o livro “Antes o Mundo Não Existia” e a escolher os grafismos Kadiweu para ilustrar o livro “Biosfera”, livro que compõe o ciclo de estudos.

Uma Casa de Essências Huni Kuï estará em atividade durante todo o ciclo Selvagem – Casa de Essências é como os Huni Kuï batizaram o espaço que abriga o equipamento de destilação artesanal de óleos essenciais, instalado dentro de suas aldeias e, onde tem trabalhado com as plantas perfumosas. No dia 15 de novembro, as atividades da casa de essências serão apresentadas no centro do teatro por Tiago Huni Kuï e Isaka Huni Kuin Mateus, que coordenam esse projeto nas aldeias Centro de Memória e Novo Natal, no Rio Jordão, no Acre. No encerramento do ciclo, o público será envolvido por espécies de plantas que oferecem harmonia, confiança, limpeza e proteção.

SERVIÇO
SELVAGEM
DATA: 12 a 15 de novembro de 2019
HORÁRIOS: 12 de novembro – Abertura: 18h às 21h
13 a 15 de novembro: 10h às 18h
LOCAL: Teatro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Rua Jardim Botânico, 1008)
ENTRADA FRANCA

 

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