A história das artes plásticas brasileiras passa impreterivelmente pela figura de Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, o Tunga. Desenhista e escultor conhecido por obras performáticas, o pernambucano foi o primeiro artista brasileiro a expor no Museu do Louvre, em Paris, além de ter obras exibidas em Veneza e uma galeria dedicada a ele em Inhotim. Dois anos após seu falecimento, o diretor Miguel de Almeida assina um longa bem ao estilo de seu protagonista; experimental, provocador e complexo. A coprodução do Canal Brasil com a Plateau Marketing e Produções Culturais tem narração da cantora Marina Lima e estreia na madrugada de terça para quarta, dia 11 de dezembro, às 1h45.

O filme passeia pela trajetória de Tunga a partir dos fragmentos de suas performances, intercalando entrevistas produzidas com quem conviveu de perto com esse gênio das artes plásticas e imagens de arquivo de trabalhos produzidos pelo protagonista ao longo de sua carreira. Assim como o próprio intelectual, o filme investe em uma estética de videoarte, com imagens propositalmente granuladas e contrastadas excessivamente. Suas obras romperam a fronteira da arte contemporânea, com trânsito livre entre as mídias, e possibilitavam diversas reações do público, indo da beleza clássica, passando pelo terror fantasmagórico e chegando à escatologia. Sem sutileza, assim como o pernambucano que empresta o nome à película, o longa-metragem convida o espectador a um profundo mergulho na obra e na vida de Tunga, uma imersão em que nunca se sabe onde pode terminar.

Estreia: Madrugada de terça/quarta, dia 11/12, à 1h45
Rebatida: Madrugada de quinta/sexta, dia 13/12, às 4h10
Classificação: 18 anos
Direção: Miguel de Almeida

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