Ambientado no início dos anos 80, na cidade de Nova York, época na qual a criminalidade estava em alta em todos os setores sociais. Eram roubos, estupros, corrupções e inúmeras quebras morais. O Ano mais violento acompanha o imigrante Abel Morales e sua esposa Anna buscando expandir os seus negócios entorno da podridão que assolava a “Big Apple”, decadente dia após dia.

A ambientação traz duas Nova Yorks. Desde a bela e imponente cidade e a metáfora do “sonho americano” , enquanto o submundo urbano, cheio de teias e sujeiras, é elemento fundamental e influenciador dos personagens – como em Taxi Driver, Martin Scorsese.

A violência esperada por conta do título do filme, não se vê nas telas, apenas é ilustrada pelos noticiários. A direção competente consegue com maestria dar o tom perfeito da proposta do filme, mesmo com o ritmo lento que incomoda e instiga o espectador, ao mesmo tempo, pelo fim dessa trama, por conta do seu enredo.

O protagonista tem uma clara inspiração no Michael Corleone (Al Pacino) de   O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola. Enquanto o filme de Coppola mostra a transformação do ingênuo e inofensivo Michael no poderoso e temido chefão, Abel fica na linha tênue entre manter-se fiel aos seus princípios éticos ou abrir mão deles para seu sucesso.

 Com uma fotografia instigante, que se encarrega de envolver mais ainda o espectador para uma viagem bem próxima da realidade, e as boas atuações dos protagonistas, faz de O Ano mais violento uma bela obra!

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