Inspirado no curta-metragem homônimo do diretor e nas manifestações de 2005 em Paris, o filme conta a história de Stéphane (Damien Bonnard), que ingressou recentemente no Esquadrão Anti-Crime de Montfermeil, nos subúrbios onde Victor Hugo escreveu seu famoso romance “Les Misérables”. Ao lado de seus novos colegas, Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga) – ambos membros experientes da equipe -, ele rapidamente descobre as tensões entre as gangues locais. Até que o trio se excede em uma abordagem durante uma perseguição, e um drone captura o momento, ameaçando expor a realidade da vida cotidiana. O trabalho deles é simplesmente dar uma volta, uma demonstração visível da lei, sem hesitar em conversar, estabelecer um relacionamento alegre e superficialmente amigável com a comunidade e cultivar informantes – mas também se esforçar contra quem suspeitar por qualquer motivo.

O longa de estreia de Ladj Ly é um drama policial ambientado em um subúrbio de Paris, sem sutileza alguma, assim como em outros lugares do mundo, a violência e o abuso de autoridade faz parte da trama.

O que começa como um procedimento policial fascinantemente difícil, se torna cada vez mais envolvente e quando a violência assume solenemente o enredo, que faz da brutalidade policial e das divisões da comunidade, seu foco. Os riscos são ostensivamente aumentados, a revolta faz com que pareça um filme de guerra ( e é). Os Miseráveis é um filme que se constrói em cima de um confronto comum, como já dito, existente em muitos países.  É um thriller urbano corajoso e ardente, ressaltado por comentários sociais contundentes sobre o estado atual dos subúrbios de Paris, retratado aqui como um barril de pólvora pronto para aparecer.

“Os Miseráveis” também foi destaque na última edição do Festival do Rio e é um dos candidatos a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2020. A distribuição é da Diamond Films.

Foto: divulgação Diamond Films

 

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