Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone falam sobre momentos inesquecíveis da banda em podcast original da Deezer.

O caminho dos três se cruzou em 1978, ano de início da banda. Ainda jovem, quando chegou no Rio de Janeiro após se mudar de Brasília, Herbert muito empolgado com a cena musical, juntou-se com seu então conhecido Bi Ribeiro. Por conta de amizades em comum, João Barone, que já tinha imagem de virtuoso na bateria, encontrou com Herbert e Bi durante o Festival da Rural, tocaram no encerramento e funcionou.

O processo andou rápido: começaram a ensaiar em setembro e em novembro já tinham gravado fita demo e estavam sendo tocados em rádios no Rio. Eles assistiam shows no Circo Voador e sonhavam em tocar lá.

O trio não passou essa vontade por muito tempo. Em janeiro de 1983, Lulu Santos convidou a banda para abrir sua apresentação na desejada casa de show. “Foi ali que a gente conseguiu uma exposição muito bacana, os diretores de gravadoras estavam sempre vendo os shows e quando vimos, estávamos assinando contrato com a gravadora que escolhemos”, contam.

O primeiro disco da banda, lançado em 1983, e intitulado “Cinema Mudo”, contou com uma música composta pelo Renato Russo, “Química”. Renato falava inclusive, que os Paralamas eram os “padrinhos” do Legião Urbana.

Em menos de um ano o trio já tinha todas as músicas para o segundo disco, “O Passo do Lui” – e foi quando começaram a usar o estúdio de forma mais criativa. Foi esse álbum que lançou o sucesso “Meu Erro”, canção que eles elegem como uma das mais populares dos Paralamas.

A carreira da banda foi repleta de episódios marcantes: Eles tocaram na primeira edição do festival Rock in Rio, que aconteceu em 1985. Ainda nessa série de grandes acontecimentos, o disco “Big Bang”, de 1989, teve a música que marcou a vida de muita gente, “Lanterna dos Afogados”. Durante a gravação do podcast, eles contaram que o nome é decorrente de um livro do Jorge Amado, em que os pescadores voltavam da pescaria e essa era a primeira luz que eles viam. “Como um paraíso naquele tipo de universo, fiz uma canção com aquela ideia de ‘estou aqui em um lugar seguro, vê se não vai demorar”, revela o vocalista e guitarrista Herbert.

Como nem tudo são flores, durante a trajetória, o trio enfrentou um momento trágico: em 2001, Herbert Vianna sofreu um acidente em Angra dos Reis, ficou paraplégico e perdeu sua esposa. No ano seguinte, em 2002, eles lançaram o álbum “Longo Caminho”, celebrando o retorno do Herbert. “Foi nada menos que espetacular poder voltar tocar junto de novo”, dizem.

 

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