Diogo Nogueira conta sobre a sua relação com a gastronomia.

Foto: Marcos Hermes

Depois da live de aniversário, comemorando seus 39 anos, Diogo Nogueira faz sua segunda Live direto de sua casa, neste domingo, 17 de maio, às 12h, no seu canal do YouTube. Além disso, ele lançou seu primeiro livro digital, sobre gastronomia. Neste isolamento, ele tem se divertido na cozinha, foi dai que a ideia de fazer esse livro de receitas nasceu. “Meu livro traz receitas que carregam histórias de afeto, de viagens e de muitas reuniões regadas a samba e alegria”, conta ele.

Com muito samba no pé e receita de dar água na boca, Diogo conta como vê o mercado musical daqui para frente, da onde vem sua relação com a gastronomia e a homenagem ao pai, feita no inicio do ano, no projeto “Clube do Samba”, na Varanda do Vivo Rio.

Recentemente, você comemorou seu aniversário com uma Live misturando música e gastronomia, aliás, esse foi a sua primeira Live, em meio a pandemia, como foi a receptividade do público? Pretende fazer outras?
Diogo Nogueira – Foi maravilhosa, adorei fazer a Live comemorando meu aniversário! Eu estava, inicialmente, resistente com a ideia de fazer, mas depois me ganhou. E com a adesão dos fãs ficou melhor ainda, todos entraram de cabeça, mandando parabéns e sugestões de música pra eu cantar e tudo mais. E ainda pude mostrar pro meu público este meu lado gourmet.  Vou fazer outra neste domingo (17 de maio), no meu canal no Youtube, às 12h, também com samba e receita de dar água na boca.

O mercado das Lives tem bombado em tempos de Covid-19. Como isso afeta o mercado musical, futuramente? Você acha que será a forma que teremos que viver daqui para frente?
Diogo Nogueira – Daqui pra frente ainda não sei, aliás, acho que é uma pergunta que todos nós artistas estamos nos fazendo. Temos que esperar para ver.

Acho que voltaremos a fazer shows, futuramente, com o público interagindo pessoalmente, o que é sempre maravilhoso. Eu adoro! Porém, essa revolução digital nos aproximou de uma forma que vai refletir lá na frente. Vamos aguardar o que vem pela frente.

Diante da situação atual do país, você pretende fazer músicas sobre o assunto? Talvez alguma parceria?
Diogo Nogueira – Certamente, tenho pensado nisso. Vamos ver se surge uma inspiração de repente.

Você lançou recentemente O livro “Diogo na Cozinha”, o que te levou a lançar um livro sobre gastronomia? Aliás, gostaria de saber, da onde vem a sua relação com a cozinha?
Diogo Nogueira – Eu sempre gostei de cozinhar, aprendi vendo meu pai fazer os pratos dele desde criança. Ficava ao lado também da minha mãe, ajudando a cozinhar, mas às vezes atrapalhando também (rsrs). Sempre cozinhei em casa quando tinha tempo, para amigos, pra família ou pra mim mesmo.

Neste período de isolamento, aproveitei e me dediquei um pouco mais à culinária, cozinhando bastante e testando receitas. Tem sido um tempo bom, porque gosto de verdade de ir pro fogão e preparar um prato especial, com receita minha, do meu jeito. Aliás, a ideia do livro surgiu num destes momentos, quando percebi que já tinha um bom número de receitas já testadas por mim e registradas, anotadas.

Em fevereiro, você comandou o “Clube do Samba” na Varanda do Vivo Rio, em comemoração aos 40 anos de história de João Nogueira. É uma responsabilidade muito grande assumir uma homenagem deste tamanho? Como você se sente? Qual é a importância desta homenagem na sua carreira?
Diogo Nogueira – Meu pai sempre foi uma grande referência, não só pra mim, mas para toda uma geração de músicos e compositores. Além de ter sido um grande compositor, é um cara que, acima de tudo, sempre se posicionou em defesa do samba e da cultura brasileira. E isso eu carrego comigo. Aliás, 2020 marca duas décadas sem meu pai, foi uma forma de homenageá-lo.

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