THE 1975, enfim, lança novo álbum, “Notes On A Condition Form”.

Dois anos atrás, em maio de 2018, o tão comentado terceiro álbum do THE 1975 – que devia se chamar “Music For Cars”, completava a trilogia que começou com o homônimo álbum de estreia da banda, apresentando em 2013. O primeiro, “A Brief Inquiry Into Online Relationships”, seria lançado em 2018. O segundo, “Notes On A Conditional Form”, seria lançado em maio do ano seguinte.

A princípio, os fãs ouviram falar de “Notes On A Condditional Form” na versão mais recente de The 1975, uma peça instrumental que aparece de uma forma diferente em cada um de seus álbuns. Este, lançado em julho de 2019, foi com um discurso emocionante e proativo da ativista adolescente Greta Thunberg obrigando aos fãs a acordarem para o desastre ambiental. Alinhar-se com Thunberg significou mais para a banda do que um single “de retorno” para chamar atenção; era uma promessa de uma revisão completa da forma como eles sempre funcionaram, comprometendo-se a reduzir o desperdício.

A segunda faixa foi lançada em agosto de 2019, para coincidir com um marco na carreira: a atração principal nos festivais de Reading e Leeds. Intitulada “People”, foi uma explosão punk estridente e abrasadora com uma mensagem simples e direta: “Parem de foder com as crianças”.

The 1975 continuou lançando música no período que antecedeu o lançamento do álbum e cada uma delas foi uma mudança completa. A mais recente, “If You’re Too Shy (Let Me Know)” nos leva de volta quase à origem do The 1975 – um filme de John Hughes com slides eletrônicos brilhantes e acordes cavernosos dos anos 80, mas combinado com um conto moderno de luxúria via webcam e um vídeo minimalista e monocromático.

 “Toda vez que faço um disco do The 1975, eu meio que passo pelo meu catálogo de músicas, meu arquivo mental. E eu acho que ‘Notes’ é um registro interessante, porque tem nossos momentos mais agressivos e nossos momentos mais tranquilos e eles estão bastante alinhados um com o outro. Eu não tenho uma lista de reprodução de um tipo de música, por isso não consumo música assim e, quando estou inspirado, nunca vai acontecer duas vezes em um mesmo gênero”, diz Matty.

No início do processo de criação do “NOACF”, Matty falou sobre o álbum ser sobre o agora – sobre a arte que reflete o mundo e a banda no momento da criação. É uma declaração confirmada no registro final, um monstro de 22 faixas que se preocupa tanto com o tédio cotidiano na escala micro, quanto um desastre ecológico na escala macro. As grandes questões abordadas por Healy em “A Brief Inquiry…” são colocadas em foco, examinando-as de maneira pessoal, como em “Jesus Christ God Bless America 2005”, que analisa a religião e a busca de um Deus em um nível individual.

Aliás, no “NOACF”, a família da banda também cresceu para abranger novos colaboradores, incluindo o ator Timothy Healy, pai de Matty. “Don’t Worry” foi escrita por Healy (pai) quando Matty tinha 11 anos e foi gravada pela banda para o “NOACF”. FKA twigs e Phoebe Bridgers emprestam seus vocais como texturas de apoio e um dueto deste último. “Tornou-se um registro tão pessoal que não tinha mais regras. Qualquer um que violasse a intimidade do estúdio já fazia parte inerente do álbum. Com Phoebe, eu senti que não amava um vocal feminino como o dela há uma década – eu estava obcecado com o álbum dela”, diz Matty.

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