Jorge Helder já dividiu palco e estúdio com os mais importantes artistas da música popular brasileira, agora ele apresenta a doçura e a mordacidade harmônica em disco Samba-Jazz com as participações de Chico Buarque, Dori Caymmi, Rosa Passos, Stefano Bollani, Renato Braz, o grupo Boca Livre e as cordas da Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, aliás, o álbum chega primeiro no Sesc Digital no dia 18 de setembro e nos demais players de streaming em 23 de setembro.

Além disso, Caetano Veloso classifica o primeiro trabalho “refina a tradição de música instrumental e traz a canção para dentro dela como ninguém”.

O Selo Sesc, a gravadora do Sesc São Paulo, lança “Samba Doce” com um repertório samba-jazz inteiramente autoral com a assinatura do contrabaixista.  O álbum reúne mais de 40 artistas em dez faixas, todas compostas por Jorge Helder, sendo metade delas em parceria com Chico Buarque, Aldir Blanc (1946-2020) e Rosa Passos. “Eu quis convidar vários músicos com os quais trabalhei e aprendi ao longo da carreira. Cada faixa tem uma formação diferente pensando no estilo musical de cada um, abarcando diferentes sensibilidades”, destaca Helder.

De família musical, com passagem por um grupo de chorinho e uma banda de rock na infância e adolescência, em “Samba Doce” ele intercala o contrabaixo com o baixo elétrico, ficando de fora apenas da faixa “Vagaroso”, que traz Paulo Aragão (arranjo de cordas), Nailor Proveta (sax alto), Marcos Nimrichter (piano) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo.

Aliás, a parceria com Chico Buarque é de longa data. Desde 1993, o mestre do contrabaixo participa da gravação de discos e de shows do cantor e compositor carioca, pelo Brasil e exterior. O ponto de partida desta combinação musical se deu com uma turnê na Europa seguida pelo disco Paratodos. A primeira parceria, “Bolero Blues”, foi feita em 2006 e gravada no álbum Carioca. O momento no qual Chico contou-lhe que havia feito uma letra para a sua música tem um registro audiovisual – conhecido pela reação emotiva de Helder – no documentário “Desconstrução”, DVD sobre os bastidores da gravação do disco.

Em Samba Doce eles dividem a autoria de “Bolero Blues”, com Chico no vocal; de “Rubato”, que traz a participação do cantor Renato Braz e do bolero “Casualmente”, faixa que encerra o álbum e cantada pelo grupo Boca Livre, formado por Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Mauricio Maestro.

Sem muitas pretensões e feito de forma muito espontânea, o disco começou a ser gravado em 2013 e ao longo do tempo o projeto foi ganhando consistência. Com ilustração assinada pelo arquiteto, compositor e poeta Fausto Nilo, parceiro de trabalho de Geraldo Azevedo, Moraes Moreira (1947-2020) e de tantos outros artistas, a capa de Samba Doce foi inspirada em uma fotografia cujo instante é de crianças saltando em uma dança, dando a impressão de que flutuam.

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