“E se não houver felicidade, apenas momentos de não estar deprimido?” É o que pergunta Jane, interpretada por Sally Hawkins, em Beleza Eterna. Largada recentemente no altar, Jane está passando por uma fase difícil, entrando em um mundo caótico onde o amor e os relacionamentos, reais e imaginários, colidem.

 Sally Hawkins é a protagonista dessa emocionante história sobre amor e superação. Com um enredo desconexo com a sua linha do tempo, Beleza Eterna transita pela vida de Jane com uma certa maestria ao abordar uma doença mental.

Logo de inicio, é difícil investir no filme, mas logo Hawkins nos conquista pela atuação e carisma. Apesar da sensação às vezes desconexa da narrativa de Beleza Eterna, a força da atuação de Hawkins e o olhar do cineasta Craig Roberts fazem do filme, uma obra  interessante.

Criando um olhar altamente incomum e bem-vindo sobre a esquizofrenia, o drama é visualmente estilizado pelas peculiaridades impressas como as referências de Wes Anderson, nos contrastes da trama com sua estética. Aliás, a fotografia de Kit Fraser torna o processo da personagem muito maior do que seu drama, assim Hawkins agrega a cada detalhe de sua performance muita classe e expressão.

 Sally Hawkins, certamente, é capaz de criar motivações internas profundas com uma habilidade extraordinária. Esse é, justamente, o caso de Beleza Eterna, onde a atriz oferece uma atuação absolutamente entregue a personagem, uma mulher que vive com esquizofrenia paranoica e o impacto que o diagnóstico tem em seus relacionamentos. Desde momentos mais lúcidos interagindo com um mundo que ela nem sempre entende até cenas complexas onde não podemos saber tudo o que está acontecendo dentro da mente caótica de Jane, Hawkins está sempre impressionante.

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