Quarentemas
Foto: Luiza Palhares

A partir de 10 de setembro, uma experiência semanal inovadora será lançada pelo Teatro EmMov Digital. Produzida por artistas de teatro, a websérie #Quarentemas vai estrear um episódio a cada quinta-feira, sempre às 20h, no IGTV. Aliás, ao todo, serão vinte programas inéditos, cada um estrelado por um ator, em um elenco majoritariamente mineiro, que inclui Teuda Bara, Maurício Tizumba, Debora Falabella, entre muitos outros.

A direção geral é de Inês Peixoto (Grupo Galpão), as premissas dramatúrgicas são de Vinicius Calderoni e a idealização e coordenação de produção é de Tatyana Rubim, criadora do Teatro em Movimento, festival que há 19 anos promove a circulação de espetáculos teatrais por diversas cidades brasileiras.

Toda a concepção do Teatro EmMov Digital foi idealizada com a consultoria em tecnologia de Zé Renato de Carvalho e especialistas em mídias digitais, além de seguir rigorosamente todas as normativas da OMS contra a contaminação pelo Covid-19.

Para a websérie #Quarentemas, o grande desafio foi manter o traço coletivo de criação – tão presente nos processos teatrais – para a construção de um projeto sem encontros presenciais. Tudo foi elaborado pelos artistas sem sair de casa, através de muitas chamadas de vídeo, ensaios e reuniões virtuais.

“Fizemos a opção por nos conectar com uma linguagem de improviso, através de gatilhos temáticos para que os atores entrassem com as suas contribuições. Encontramos a maneira de ser um coletivo que se fortalece para cada um trabalhar em seu quadrado”, conta Inês Peixoto, ressaltando que a equipe de criação estruturou uma espinha dorsal para os episódios, através de temas e decisões sobre o conceito de direção.

Os roteiros dos vinte episódios surgiram através de temas sugeridos aos atores para um processo criativo baseado no improviso.

Os próprios atores gravaram em suas casas, após o convite para experimentar e improvisar. Guiados pelo direcionamento artístico da equipe de criação, eles puderam usar materiais e histórias pessoais e ficcionais. Aliás, a oscilação entre a representação e a não representação trouxe para o projeto desdobramentos da cena contemporânea, onde a proximidade com a performance provoca um estado de presença diferenciado.

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