Festival Cultural Pangeia tem várias atividades paralelas.

O Festival Cultural Pangeia acontece de forma totalmente online na edição deste ano, entre os dias 1º e 13 de dezembro. O evento que traz como tema “Conexões Américas e África”, tem como principal objetivo expandir, ultrapassando as barreiras continentais, para mostrar e unir culturas distintas, mas que possuem essências muito parecidas.

O festival consiste em promover ações artísticas, culturais e educacionais da periferia para a periferia, com trabalhos de artistas da quebrada, imigrantes e refugiados. “Cruzamos o atlântico para falar da África e todas as suas mazelas e maravilhas que resultam dessa diáspora”, informa o produtor do Festival Manuel Victor.

Por conta da pandemia da Covid-19 a organização abraçou o desafio de transferir todas as atrações para o meio virtual, o que acabou se tornando uma grande oportunidade de expandir o alcance do evento, como conta a diretora do Festival Pauliana Reis. “Tínhamos tudo preparado para o formato tradicional e de repente nos vimos em um grande desafio de mudar completamente, alterar cronogramas e adaptar as apresentações, os cursos, os debates e as exibições dos curtas-metragens. Ao mesmo tempo que foi trabalhoso está sendo muito gratificante ver o empenho de todos para o festival dar certo e o tamanho do alcance das ações”.

Várias atividades paralelas compõem o Festival Cultural Pangeia neste ano. São elas: Feira Mvúka Online, Exposição Origens #3, mesas de debates, apresentações artísticas e a primeira edição do FIC Pangeia (Festival Internacional de Curtas Pangeia).

A Feira Cultural Mvúka, que ocorrerá de forma online, tem o intuito de aglutinar em uma única plataforma os artistas e principalmente os empreendedores das quebradas de modo que possam oferecer seus trabalhos e serviços para muitas pessoas, inclusive fora do seu círculo de convívio. Os interessados em participar da feira tem até o dia 2 de novembro para se inscreverem através do site.

Toda essa troca de experiências, conhecimentos e ensinamentos acontecerá durante quatro dias, em encontros virtuais com duas horas de duração cada, em dois workshops no mês de novembro preparando os selecionados que irão oferecer seus serviços e produtos. A Feira faz parte das atividades que integram o Festival Pangeia, e acontecerá de 1º a 13 dezembro. Abaixo as datas dos workshops:

Dias 12 e 13 de novembro (das 19h30 às 21h30): Aulas de Empreendedorismo com Vera Nunes – Especializada em Gestão de Projetos
Dias 16 e 17 de novembro (das 19h30 às 21h30): Aulas de Marketing Digital com Rosyane Silwa – Especializada em Gestão de Projetos

A Exposição Origens #3 acontecerá em formato totalmente virtual e contará com 40 obras de 6 artistas que remontam os resultados da diáspora africana nas realidades periféricas em que vivem. Os trabalhos ficarão expostos no site do festival durante todo o festival, com acesso gratuito para todas as pessoas. Já a mesa de debate acontece, no dia 10 de dezembro e poderão ser acompanhadas através do Facebook do Festival Cultural Pangeia.

Vale destacar que, mesmo com a pandemia, o coletivo MisturArte organizou quatro mesas de debate, todas online, durante período de maior restrição de distanciamento social pela saúde e segurança de todos. Os temas debatidos foram: “A Pessoa Preta no Mercado de Trabalho”, “A Influência da Cultura Afrodiaspórica nas Américas do Século XXI”, “A Juventude na Periferia, Formação de Guetos” e “Práticas Assertivas para a Criança no Brasil”, que podem ser assistidas no Facebook e no Youtube

As Apresentações Artísticas, performances e poesias, que irão explorar diversas linguagens da arte, poderão ser acompanhadas no YouTube do festival.

O FIC Pangeia (Festival Internacional de Curtas Pangeia) traz em sua primeira edição obras relacionadas com o tema do festival, que conectam os povos das Américas e África em um mesmo local, mostrando o dia a dia das nações que, mesmo distante, possuem inúmeras coisas em comum. O festival recebeu mais de 130 inscrições de curtas-metragens de vários países da América do Sul e da África, entre documentários, ficção, animação, experimental ou híbridos.

As produções possuem no máximo cinco minutos de duração e tratam as dificuldades vividas pelo racismo, desigualdade social, luta por direitos iguais entre outros.  Aliás, todos os curtas-metragens finalistas ficarão disponíveis para o público, de graça, na plataforma Todesplay, o “streaming da quebrada” durante o mês de dezembro.

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