Documentário enaltece a obra de Héctor Babenco.

“Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela” – disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte.

 Hector Babenco foi um cineasta que viveu e morreu realizando o que dava sentido a sua vida. Nada mais justo que ele tenha sua obra seja revistada com relatos marcantes e reflexões, junto a frágil condição de saúde do diretor.

O documentário, aliás, revela o quanto seu amor pelo cinema o manteve vivo por tantos anos. Além disso, a certa altura do documentário, Babenco afirma que já concluiu os filmes da sua vida, faltando apenas fazer o filme de sua morte. Assim Bárbara Paz produziu o encontro do autor com sua própria obra (e morte).

Nesta imersão na vida do cineasta, medos e ansiedades são revelados, num confronto  intelectual  com a fragilidade física que marcou sua vida.  De maneira simples e tocante, Bárbara Paz honra não o último, mas, talvez, o maior desejo do marido: transformar o dia de sua morte em um grande evento, onde os amigos  compartilhando histórias.

De certa forma, o documentário enaltece a obra de Héctor Babenco, que o coloca ainda  vivo como matéria de filme. Muito mais do que um estudo e adoração, BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou é, certamente, a representação do cineasta com tamanha generosidade, com um retrato à sua altura.

BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou estreou mundialmente no Festival de Veneza, aonde conquistou o Leão de Ouro. Recentemente, também venceu o prêmio de melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Aliás, Fato é, a, BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou entra, de fato, para história do cinema nacional por ser o primeiro documentário escolhido para representar o Brasil no Oscar.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here