A programação da série Dança #EmCasaComSesc  traz essa semana “MASCARADO – Ägô pra falar, Ägô pra dançar, Ägô pra existir” e “Fandango a Céu Aberto”. A série permanece às terças e quintas, às 21h, direto do YouTube e do Instagram.

Foto: Dalton Camargo

Na terça-feira (24/11), a coreógrafa e intérprete Cristina Moura apresenta o espetáculo “MASCARADO – Ägô pra falar, Ägô pra dançar, Ägô pra existir”, direto de sua casa, no Rio de Janeiro (RJ).

A obra parte de inquietações da artista. Uma conversa em movimento, um compartilhamento em linguagem audiovisual para fazer contato, estar perto, estar em estado de criação e explorar no corpo e na imagem possíveis relações da cena com acontecimentos e questões do mundo hoje – e suas reverberações em um mundo interior.

Visitando materiais de seu solo “Ägô” (2019), que servem de fonte para esta criação, Cristina faz uma dança de ancestralidade e contemporaneidade, de beleza e feiura, de fragilidade e força, de sentidos e insensatez. A obra evoca seres, festeja, multiplica, reza, comunica, lembra, inventa, renova, pergunta, provoca, grita, corre e sussurra em extratos de textos diversos combinados com seus movimentos e sua dança. Classificação: 14 anos.

Por fim, na quinta-feira (26/11), é a vez Cia. Oito Nova Dança apresentar, do Sesc Avenida Paulista, o espetáculo “Fandango a Céu Aberto”. O trabalho, com direção de Lu Favoreto (também uma de suas intérpretes-criadoras) propõe uma releitura para a memória de um povo, o fandango caiçara, e expõe o trânsito entre tradição cultural e arte contemporânea, fazendo a aproximação de ambas no espaço cênico e urbano.

A montagem acolhe aspectos do fandango original. O gênero musical e coreográfico, muito associado ao modo de vida da população caiçara do litoral do Paraná e São Paulo, possui estrutura complexa. Envolve diversas formas de execução de instrumentos musicais, melodias, versos e coreografias, como o bailado, o batido e a noção de mutirão e celebração coletiva, que transformam, recriam e atualizam esta manifestação, ao mesmo tempo em que estabelece a relação entre arte, memória e sociedade. Classificação: 14 anos.

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