A série documental “Vai Anitta”, lançada no catálogo da Netflix, em 2018, adentrou a casa da família e do casamento repentino da cantora, mas “Vai Anitta” não mostra o que queríamos, de fato, saber. em “Anitta: Made In Honório”,  nova produção da Netflix, ela reconhece o sucesso de um método que não é seu, mas vai estabelecendo detalhes que transformem a coisa toda em autoral; como quando repetiu a fórmula do vídeo de Bitch I’m Madonna em “Indecente”, mas fez isso ao vivo e cantando em espanhol. Anitta é esperta, inteligente e sabe qual é sua marca e seu público. A comparação com Madonna não é leviana. Ao contrário: é certeira.

Assim como Madonna, Anitta é obcecada com a ideia de ser a maior das estrelas e de exibir-se como nenhuma outra já fizera. Em “Anitta: Made In Honório”, entendemos a origem do nome artístico, porém nos primeiros minutos, Anitta já aparece dando bronca em seus funcionários. Aliás, essa é uma dinâmica que o espectador verá se repetir muitas e muitas vezes durante os seis novos episódios. Além disso, permite que as câmeras entrassem mais na própria casa, sim, ela permitiu que as câmeras registrassem – e que a edição mantivesse – toda a maneira absurdamente controladora como seus negócios são regidos.

Além disso, o próprio irmão de Anitta fala sobre como às vezes é difícil trabalhar com ela. O curioso é que a obra, de fato, é mais realista. São inúmeras as vezes em que ela aparece afirmando ser a única capaz de fazer o trabalho direito. Gritos e palavrões são partes igualmente presentes dessas sequências.

Quando o show em Madureira acontece, temos material suficiente para entender o que aquilo significa para todas aquelas pessoas. É uma catarse que consegue sim, justificar e explicar Anitta. Porém, será que justifica, realmente?

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