Coisas estranhas começam a acontecer na vida de Bruno, um jovem de quase 30 anos que acaba de se separar da mulher. Bruno tropeça no ar, esbarra no que não vê – até perceber que as pessoas ao seu redor estão desaparecendo só para ele. Os dias correm e a situação só piora. Com a ajuda da mãe e do melhor amigo, Bruno tentará se adaptar a esse novo mundo com cada vez menos gente.

Protagonizado por Fábio Porchat, Entre Abelhas tem texto, escrito pelo ator e apresenta uma história dramática e madura, aliás, algo que não estamos acostumados a ver na pele de Porchat. Longe de ser uma comédia com risos largados, em meio a uma trama que joga pistas, mas nunca chega a algo mais conclusivo, o humor até faz parte do texto, mas bem diferente do que se vê em “Porta dos Fundos”.

O diretor Ian SBF mostra bastante segurança e toma decisões acertadas para dar um clima de mistério para a trama, que traz Irene Ravache, no papel da mãe do protagonista. Aliás, a atriz faz uma boa parceria com Porchat.

Em Entre Abelhas, Fábio procura aproveitar a chance para se mostrar mais do que um simples comediante com seu papel e, certamente, revela uma nova faceta, o drama conquista o ator, que se joga no projeto, com vontade.

Além disso, o filme tem boas sequências dos momentos em que o protagonista se encontra sozinho em várias partes da cidade, evidenciando o seu isolamento social, o que nos lembra um pouco Vanilla Sky, estrelado por Tom Cruise.

A boa montagem encontra soluções eficazes, especialmente nas passagens de tempo da história. O resultado final está acima da média das produções voltadas para as grandes massas do nosso país com uma trama que intriga, mas também diverte. Vale a pena conferir!

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