Foto: Letícia Raquel

Duas mulheres criam jogos de submissão e poder enquanto esperam por um homem misterioso que as domina, assim começa o espetáculo “O Jogo”, premiado texto da autora venezuelana Mariela Romero, que ganhou adaptação brasileira com as atrizes Geovana Metzger e Milah Coutinho, sob direção de Rafaela Amado.

Depois de duas temporadas, o espetáculo será apresentado em sessões virtuais, de 06 a 21 de março (aos sábados e domingos, às 20h), a partir de material pré-filmado no teatro e intérprete de libras. Haverá também debates ao vivo após as sessões a partir de questões abordadas na peça, como desigualdade, opressão feminina e relações abusivas. Os ingressos estarão disponíveis para compra pelo Sympla.

“O Jogo” foi montado no Brasil na década de 2000, com Rafaela Amado no elenco sob direção de João Fonseca. Anos depois, ela retomou o projeto como diretora, para trazer à tona temas como miséria humana, dependência e poder. Os temas chegam à cena sob uma perspectiva lúdica, bem-humorada e irônica, em um jogo cênico envolvente que une violência, poesia e sexo.

“O espetáculo trata de questões que estão muito presentes no nosso dia a dia mas que, muitas vezes, a gente não consegue identificar. Cada vez que eu faço o espetáculo eu aprendo um pouco mais sobre relacionamento abusivo, a dependência emocional e a violência contra a mulher”, comenta a atriz Milah Coutinho. Para sua companheira de cena, Geovana Metzger, “O Jogo” é uma mistura de emoções: “É atual, dinâmico, dramático e engraçado. É o teatro dentro do próprio teatro. Instiga e discute as misérias humanas num ambiente de clausura de forma lúdica e inesperada. Em tempos de confinamento, o público cria uma identificação imediata com aquelas personagens”, acrescenta a atriz.

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