Que Rosamund Pike tem um talento especial para interpretar mulheres de caráter um tanto quanto duvidoso a gente já sabe, mas nesse novo original Netflix ela conseguiu ir além (e ainda ser premiada por isso). Eu me importo conta a história de Marla Greyson, uma mulher que tem como emprego dar golpe em idosos, os colocando em asilos e se apropriando de todos os seus bens, mas tudo começa a desmoronar quando ela acaba mexendo com a senhora errada.

É difícil ter carisma por alguém que faz mal a idosos, mas o roteiro aqui se esforça bastante em tentar transformar a protagonista em alguém digna de afeto e até uma simpatia do público. Com uma história bem fechada, a gente entende por que Marla faz o que faz, mas o filme deixa a nossa moral e os nossos princípios decidirem se a protagonista merece mais raiva ou dó.

Lá em Garota Exemplar era fácil demais gostar da Amy, uma mulher traída que resolve se vingar de um jeito inusitado. Aqui Rosamund tem um desafio muito maior, mas não deixa a desejar, tanto que ganhou seu primeiro Globo de Ouro pelo trabalho. O resto do elenco também consegue ficar a altura, Peter Dinklage da um show em cada cena que aparece e a química de Rosamund com Eiza González é de deixar qualquer um de boca aberta.

O filme tem coragem de explorar uma área sensível para a maioria dos espectadores, mas consegue sair ileso e se mostrar grandioso na forma em que se desenrola. Assista sabendo que vai passar muita raiva, mas aproveite cada segundo.

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