A Netflix mais uma vez apostando em adaptações de grandes destaques da literatura, lançou o tão aguardado A mulher na janela, dirigido por Joe Wright e roteirizado por Tracy Letts, uma adaptação do livro de mesmo nome de A. J. Finn, que se tornou um sucesso no suspense literário.

O filme conta a história de Anna Fox, que mora sozinha depois de uma separação e que sofre de agorafobia, o que a impede por completo de sair de casa, nem mesmo no terraço ela é capaz de ir. Apesar disso, Anna recebe visitas frequentes de seu psiquiatra e de seu inquilino, que a ajudam nas situações diárias. Seu maior hobbie dentro de casa é observar a vida dos vizinhos pela janela, tudo vai bem até que uma nova família se muda pra casa da frente e ela presencia coisas das quais não devia.

O filme funciona mais como um suspense água com açúcar. Aliás, a atuação de Amy Adams, como sempre, é incrível de se assistir e ela carrega todo o peso da trama nas costas. Além disso, o elenco todo é um completo show de se assistir junto: Gary Oldman e Julianne Moore são alguns dos nomes que completam o filme.

Infelizmente, o que se constrói muito bem na escrita, pode não ter o mesmo efeito nas telas quando não bem adaptado. A tensão que se constrói no livro e o plot twist que cerca a narrativa (que a gente sabe que tem), dão toda a carga pra você não conseguir largar a história em momento algum. Aqui, no filme, não temos o mesmo drama e a mesma surpresa, apenas de, inegavelmente, nos surpreendermos.

A mulher na janela pode não ser o suspense que a maioria dos fãs esperavam, mas definitivamente é um filme que vale a pena. Com grande curiosidade e uma vontade de uma boa história, o filme pode ser um ótimo entretenimento.

 

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