Patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Espaço Pessoal, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, o livro “As águas encantadas da Baía de Guanabara”, escrito por
Jorge Luiz Barbosa, Diogo Cunha e Anna Thereza de Andrade Barbosa, reconstrói a história para compor a memória de um outro litoral, que abarcava o centro original da cidade, passava pela atual região portuária, pela vasta Enseada de Inhaúma, de onde emergiu o bairro Leopoldina, até chegar ao Recôncavo da Guanabara.

No texto, cercado de imagens incríveis, navegamos uma baía que remarca os territórios ocupados por tupinambás, por pessoas africanas escravizadas em luta por liberdade, por pescadores de sonhos e peixes, por malandros poetas em seus “escritórios” nas praias do subúrbio, por foliões e foliãs nos banhos de mar à fantasia em balneários da Leopoldina. O livro terá um lançamento virtual no dia 29 de maio, sábado, às 16 horas, com uma live no YouTube da Numa Editora, reunindo os três autores.

Desde a formação da cidade do Rio de Janeiro até os dias atuais, as relações e práticas delineadas no livro oferecem diferentes dimensões de questionamento para as concepções hegemônicas de ordenamento urbano, sobretudo aquele que se constituiu impondo zonas de sacrifício socioambiental. Aliás, “As águas encantadas da Baía de Guanabara” segue o caminho das águas, seus rastros, na organização de uma memória fundamental para compreendermos o complexo espaço que habitamos e construímos a cada dia.

Como diz Luiz Antonio Simas, no prefácio, “a cidade hoje parece barata tonta em um labirinto. Neste sentido, falar da Guanabara, das praias aterradas por uma memória que busca apagar experiências outras, é mais do que fazer um registro fundamental para que compreendamos o Rio de Janeiro no tempo e no espaço.”

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