Nos dias 13 e 15 de maio, às 18h, a Cia Livre de Dança, da Rocinha, apresenta o espetáculo “Brasileirices” no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da companhia: Facebook @cialivrededancadarocinha, Instagram @cialivrededanca e YouTube.

Com coreografia e direção artística de Ana Lúcia Silva, “Brasileirices” passa pela dança, canto, folclore e ritmos característicos da dança afro brasileira, como cafezal, lundu e batuque, para contar a história de um jovem que descobre que nasceu no dia que a Lei do Ventre Livre foi promulgada, mas que passou a vida inteira como escravo. Com percussão a vivo do mestre Alexandre Pires e de Kayo Ventura, “Brasileirices” retrata o período de escravidão e da formação da história do país pelo olhar do negro.

Contemplado com o prêmio Territórios Culturais, “Brasileirices” estreou em 2016 no Quilombo Fazenda Machadinha, em Quissamã, no Norte Fluminense.

Para Ana Lúcia da Silva, apresentar “Brasileirices” em 13 de maio provoca muitas reflexões. “Nessa data, em 1888, foi promulgada a lei Áurea que, juridicamente, acabaria com a escravidão no Brasil. Apesar de ter seu valor histórico, essa data tende a ser vista de uma maneira romanceada. Não podemos deixar de reconhecer que a abolição não resolveu questões essenciais acerca da inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira, que reflete diretamente na desigualdade e no racismo estrutural dos dias de hoje. O espetáculo é sobre isso”, reflete.

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