Exposição fotográfica se entrelaça entre obras artísticas e realidade brasileira. Os ensaios fotográficos dos 20 artistas selecionados pelo júri nacional e internacional do FESTIVAL PHOTOTHINGS poderão ser vistos, a partir do dia 27 de abril, no site e na plataforma virtual do Metrô de São Paulo.

Com a proposta da exposição fotográfica é de estimular a produção fotográfica nacional o FESTIVAL PHOTOTHINGS é dedicado aos artistas visuais que têm a fotografia como suporte para o seu trabalho. Embora a temática para participação fosse livre, o confinamento causado pela pandemia, o racismo e a desigualdade social foram os temas mais abordados.

Para a idealizadora do FESTIVAL, Marly Porto, o projeto amplia o espaço para fotógrafos que buscam a inserção neste mercado. “A análise dos trabalhos recebidos reflete as angústias e esperanças do momento atual e comprova nossa percepção sobre a ausência de espaços para acolher uma vasta produção artística nacional”, contou.

Para Valdir Zwetsch, jornalista desde 1968, amante da fotografia desde adolescente e um dos jurados do Festival, a potência do PHOTOTHINGS está justamente na pluralidade dos participantes. “Sinto que há uma vibração forte de gente nova querendo se expressar, com alguns aspectos importantes a destacar: a pandemia – que obriga ao isolamento sem prazo para terminar; o desgoverno – que parece insensível às centenas de milhares de mortes; as feridas vivas da desigualdade, da fome, do racismo e da injustiça social. A câmera e/ou o celular são usados como arma para reivindicar de forma crua e incisiva um espaço de voz, denúncia e enfrentamento. Se o grito da periferia expressa essa luta por diretos pronta para explodir, as imagens das “bolhas” mais “bem de vida” registram sentimentos individuais de angústia, solidão, desespero, medo diante da pandemia e da presença bastante próxima da morte”, contou.

A mostra virtual, concebida em parceria com a artista sonora Luisa Puterman, procurou fugir do modelo tradicional de reproduções das obras que lembram uma apresentação de PowerPoint, ou das visitas a exposições em 360 graus, que em tempos de confinamento, tornaram-se comuns.

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