A pandemia tem sido um obstáculo para  os projetos culturais, o evento anual “Melhores Filmes do Ano”, da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ), que acontece desde 2003, também sofreu as consequências, mas, por sua importância e atendendo a pedidos de cinéfilos, não deixará de acontecer.

Para compensar o atraso, a ACCRJ vai programar, junto com os “Melhores Filmes do Ano de 2020”, uma retrospectiva de seus eventos mais importantes em “Mostras Cariocas – Recortes de Cinema em uma Década do Olhar da ACCRJ”. Essa mostra vai promover uma série de debates com exibição de filmes ou trechos de trabalhos de cineastas como Neville D’Almeida, David Lynch, John Carpenter, Dario Argento, Ingmar Bergman, Akira Kurosawa e de astros como Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Warren Beatty, Paul Newman e Steve McQueen, entre outros, além de em torno das temáticas Alusões Homoeróticas no Cinema Clássico, Disco e Jazz.

O evento acontece de 3 a 17 de maio no Cinema João Uchoa, na Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Para a abertura, dia 3, a ACCRJ exibirá Rio Babilônia, de Neville D’Almeida, com a presença do cineasta para um debate com o público. O evento também inicia as festividades dos 80 anos do diretor, que faz aniversário no dia 15 de maio.

E a partir do dia 18, até 28 de maio, acontece a mostra “Melhores Filmes do Ano de 2020”, no mesmo local e formato. Apesar de todas essas mudanças, a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) se reuniu para deliberar e votar democraticamente os melhores filmes do ano, as homenagens e os destaques. E algumas características não mudaram: foram necessários quatro turnos, nos quais cada participante votou em seus preferidos para que se chegasse a um veredicto. O francês “Retrato de uma jovem em chamas” (“Portrait de la jeune fille en feu”), de Céline Sciamma (França, 2019), foi eleito o melhor filme do ano.

Os outros nove títulos, em ordem alfabética, são: “1917”, de Sam Mendes (EUA/Reino Unido, 2019); “Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”, de Bárbara Paz (Brasil, 2020); “Destacamento Blood” (“DA 5 Bloods”), de Spike Lee (EUA, 2020); “Joias brutas” (“Uncut gems”), de Benny Safdie e Josh Safdie (EUA, 2019); “O farol” (“The lighthouse”), de Robert Eggers (Canadá/EUA, 2019); “O Homem Invisível” (“The Invisible Man”), de Leigh Whannell (Austrália/EUA, 2019); “O som do silêncio” (“Sound of metal”), de Darius Marder (EUA, 2019); “Pacarrete”, de Allan Deberton (Brasil, 2020); “Soul”, de Pete Docter e Kemp Powers (EUA, 2020).

Além disso, os homenageados postumamente são: o diretor José Mojica Marins (o popular Zé do Caixão), o compositor Ennio Morricone e os atores Flávio Migliaccio, Kirk Douglas e Sean Connery. O título de “Melhor iniciativa cinematográfica de 2020” foi concedido ao produtor cultural e diretor Cavi Borges, que mostrou uma capacidade de resistência cultural admirável com a abertura de novos espaços (o Espaço Cultural Cavideo e a Biblioteca de Cinema Marialva Monteiro, ambos nas Casas Casadas, em Laranjeiras) e campanhas de arrecadação de alimentos nestes tempos tão difíceis.

SERVIÇOS
Mostras Cariocas – Recortes de Cinema em uma Década do Olhar da ACCRJ
De 3 a 17 de maio no cinema João Uchoa, na Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Ingressos gratuitos, respeitando os protocolos de segurança.
Melhores Filmes de 2020
De 18 a 28 de maio no cinema João Uchoa, na Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Ingressos gratuitos, respeitando os protocolos de segurança.
*Ingressos retirados na portaria do cinema
Endereço: R. do Bispo, 83 – Rio Comprido
Horários: Consultar programação em https://www.accrj.com.br

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