O polêmico diretor pernambucano, Claudio Assis se leva a sério quando o papo é cinema. O cineasta que estreia seu novo filme, Piedade, com Fernanda Montenegro, Irandhir Santos e Mateus Nachtergaele, no elenco, afirma que “Cinema não é pura diversão. É um engajamento que você tem com seu caráter, com a sociedade. Não faço filmes só para levar aplausos, tem toda uma imaginação para ser feita pelo espectador para completar um filme”, conta.

Com roteiro de Hilton Lacerda, Dillner Gomes e Anna Francisco, Piedade apresenta pautas potentes com dramas sociais e ativismo ecológico, além da opressão da privatização dos recursos públicos brasileiros.

No filme, Fernanda Montenegro é Dona Carminha, a matriarca que está à frente do Bar Paraíso do Mar, estabelecimento praiano construído por seu falecido marido. Moram com ela seu filho Omar (Irandhir Santos) e seu neto Ramsés (Francisco Assis), filho da caçula Fátima (Mariana Ruggiero), que trabalha e reside do outro lado da cidade. A chegada de Aurélio (Mateus Nachtergaele), executivo de uma empresa petrolífera, afeta a harmonia da família e traz revelações que a relacionam a Sandro (Cauã Reymond) e seu filho Marlon (Gabriel Leone).

Com o pano de fundo político, o longa de Cláudio Assis, traz visceralidade de suas histórias, como de costume. Piedade fala de sociedade em ambos os lados da moeda e, enquanto a população entra em conflitos, onde a opressão simplesmente passa por cima. Assim, o cinema de Claudio Assis tem o hábito de discutir o agora. Aliás, ele, certamente, faz isso com louvor, com, surpreendentemente, um elenco extraordinário que imprime na tela verdade.

 

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