Peça une arte e educação.

A premiada peça “Conselho de Classe”, de Jô Bilac, ganha adaptação virtual, com direção e a adaptação de Fabio Fortes, idealizador e diretor do Festival Niterói em Cena. O texto, que inspirou a série “Segunda Chamada”, da Globo, trata da precariedade do ensino público no país e as relações de poder nas escolas.

Conselho de ClasseA vontade de refletir sobre a precariedade do ensino público no país e as relações de poder nas escolas levou o dramaturgo Jô Bilac a escrever o espetáculo “Conselho de Classe”, que estreou em 2013 com a Cia dos Atores, aliás, o texto ganhou diversos prêmios de teatro e inúmeras montagens ao longo dos anos.

“Queria refletir sobre essa instituição que ensina o verbo “to be”, mas não ensina os direitos e deveres de um deputado estadual, um senador, os limites de poder de um presidente, por exemplo. E o que faz ainda esse lugar ser ainda tão conservador?”, reflete Jô Bilac .

Com sessões ao vivo de sexta a domingo, às 20h, o espetáculo será exibido gratuitamente no Youtube do festival Niterói em Cena, com possibilidades de contribuição voluntária.

A trama acompanha uma reunião de conselho escolar, em uma escola pública carioca, depois de uma diretora ser agredida por alunos e entrar em licença médica. A briga é tema de reunião virtual com as professoras Célia, de Matemática (Jacqueline Lobo), Edilamar, de Educação Física (Vivian Sobrino), Mabel, de Artes (Dárdana Rangel), e Paloma, da Biblioteca (Carmen Frenzel) e o novo diretor, João Rodrigo (Fábio Enriquez).

“A peça, certamente, une dois elementos fundamentais da experiência humana: arte e educação. Eu e todo o elenco somos professores, além de atores, e queremos refletir como a educação no nosso tempo está ultrapassada. Com a montagem do espetáculo, a gente consegue tirar essa discussão do âmbito escolar e passa para o social na luta pela melhoria da educação”, observa o diretor Fabio Fortes.

O dramaturgo Jô Bilac conta que sempre gostou de participar de conselhos de classe, quando era permitida a presença de estudantes, para entender os mecanismos de poder dentro das escolas. “Com essa peça, eu comecei a fazer teatro político mais diretamente ao falar das condições de alunos e professores em um país desequilibrado”, lembra o autor.

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