No livro “Somos todos insubstituíveis”, a carioca Ligia Pinheiros quer dar rosto às mortes de anônimos que o mundo perdeu para o novo Coranavírus, além de colocar nomes em números assustadores que continuam crescendo mesmo após um ano do início da pandemia.

A jornalista, que viu o amigo Adriano partir tragicamente para a doença, buscou a narrativa ficcional de personagens reais para se expressar. “No meio do processo da elaboração do livro aconteceu algo trágico, um fato que reforçou muito a ideia de que temos que ressignificar velhos paradigmas, ambientes de trabalho podem ser, sim, locais para se fazer amigos, ambientes de trabalho devem ser, certamente, acolhedores”, reforça Ligia.

A amizade, união, o amor, a fidelidade são sentimentos que ganham quando são alimentados. “Eles podem transformar o mundo e salvar vidas”, afirma a autora, estudiosa do comportamento humano, ávida por compartilhar sua sensibilidade para combater um mundo doente mesmo antes da pandemia, mas que piorou com ela.

“Somos todos insubstituíveis” quer conscientizar as pessoas de que elas podem e devem exigir boas condições psicológicas de trabalho, combatendo relacionamentos abusivos.

Ligia Pinheiro quer que todas as famílias que perderam um ente querido sintam-se especiais. Os anônimos também possuem a sua história de vida, não são só os ricos e famosos. “Dói muito um ente querido morrer e a vida continuar normalmente e, no momento, milhões de pessoas estão passando por isso”, testemunha ela que perdeu um de seus amigos modificando inclusive o caminho que este livro seguiu.

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