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Asa da Palavra reúne poesia e música em tempos difíceis

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A palavra como reforço da esperança em tempos tão sombrios, leva amor mexendo nas memórias e segue fundo em suas raízes afastando o medo e renunciar o mal, além de transformar o olhar ao seu redor e para dentro de si. A atriz Sandra Bonadeus usou oito as palavras como inspiração para criar Asa da Palavra, com poemas que refletem sentimentos e sensações potencializados na pandemia.

As sessões acontecem no Youtube nos dias 25/8 (quarta-feira), 27/8 (sexta-feira) e 29/8 (domingo), às 19h. Além disso, haverá sessões com intérprete de Libras, com exceção do dia 29, são às 21h. no mesmo dia acontece um bate-papo com Sandra e Marcos Nimrichter no Instagram @sanbonadeus. Aliás, depois, ganhará prensagem em DVD para distribuição em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro.

Olhar, Raiz, Memória, Amor, Medo, Liberdade, Esperançar e Renunciação são as palavras-chave de Asa da Palavra, que reúne poesia e música em formato audiovisual. O pianista Marcos Nimrichter foi convidado por Sandra a criar as músicas do filme. O filme foi gravado no estúdio Fibra e tem várias tomadas externas em parques e praias do Rio de Janeiro.

“Sou uma pessoa que ama palavras. Durante a pandemia, fiz uma série semanal de vídeos caseiros intitulada ‘Poemas de Quinta’, interpretando alguns clássicos. Foi uma forma de me conectar ainda mais com a poesia. Ali tive a ideia de fazer algo que abordasse mais a reclusão e o mundo em transformação. Quando surgiu o edital da Lei Aldir Blanc, foi um estímulo para desenvolver a proposta e criar esse trabalho”, conta Sandra Bonadeus.

Sandra conta que sempre encarou a escrita poética como exercício e que é muito bom poder mostrar sua produção agora em um projeto como o “Asa da Palavra”. “Me debrucei sobre a ideia de designar palavras que tivessem a ver com esse momento, mas não só ligadas a ele, ressaltando a parte rítmica para relacioná-las com a música”, explicou.

Nesse diálogo da poesia com a música, enquanto Sandra interpreta os textos que escreveu, Marcos Nimrichter executa piano e acordeon. “Depois que o Asa da Palavra foi selecionado, eu convidei o Marcos, amigo de muitos anos e um músico excepcional. Ele achou louca a ideia, mas topou na hora!”, brinca Sandra sobre Marcos, que é pianista, acordeonista, compositor, arranjador, produtor musical, professor e já gravou e se apresentou com inúmeros nomes da música nacional e internacional.

De certa forma, os amigos vão agora reeditar a parceria. “Asa da Palavra é um projeto lindo, como tudo o que a Sandra faz. Em 2010 estive com ela levando poesia e música ao vivo nos quilombos São José e Ilha da Marambaia”, lembra Marcos.

O músico diz que não interferiu nos textos durante a composição, “Uma palavra, uma inclinação ou outra, no máximo”, conta. Para a criação dos poemas, Sandra faz questão de citar a participação de Pedro Rocha, poeta, editor e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. “Não queria estar sozinha nesse processo de escrita, por isso chamei o Pedro para ser meu consultor poético. A gente conversava sobre o tema, discutia referências e tipos de abordagem, seguindo com essa troca até finalizar cada tema”, diz ela, ressaltando que se trata de um trabalho atemporal por falar de temas presentes em toda a trajetória humana e não apenas ligados à pandemia.

Pedro conta que o processo fluiu bem diante do desafio que era criar tantos textos em tão pouco tempo. “Fomos ajustando métodos de trabalho, debatendo como proceder para que a criação estivesse livre e não obedecesse à uma norma, uma regra, correndo o risco de perdermos a potência do processo criativo”, explica o professor.

As conversas entre Sandra e Pedro foram sempre regadas a provocações e nunca intervenções. “Sandra é uma artista muito capaz e inteligente para todos os campos da criação, inclusive o da escrita. Eu sugeria autores, segmentos poéticos e formas de escrita, mas tudo o que está escrito é de autoria dela”, conta Pedro. “Eu não sabia se era capaz de escrever sobre esses temas todos! Fiz do meu jeito, com minha visão particular e carregando referências como Aldir Blanc, Olavo Bilac, Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade”, enumera.

Pedro diz que Asa da Palavra é um momento importante de fortalecimento diante de uma época complicada, em especial para a cultura. “Duas pessoas que não se conheciam decidindo atuar juntas pela realização de um projeto poético em meio a tempos tão difíceis”, resume. “Quero que o ‘Asa da Palavra’ seja um produto de sonoridade e emoção, um trabalho ao mesmo tempo intimista, único e de fácil assimilação, que desperte no público identificação imediata por abordar, de forma poética, sentimentos universais”, conclui Sandra.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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