A Converse e SneakersBR se uniram para resgatar o conceito de um dos tênis mais icônicos, o Lanceiro, em um pack de dois modelos: os “Chuck 70 Lanceira”. Esse modelo, aliás, homenageia a batalha pela equidade das mulheres Lanceiras e o espaço conquistado por elas ao longo desses anos.

Com o intuito de trazer a conexão entre tradição e modernidade, simbolizando a luta das velhas gerações e o espaço conquistado a duras penas para que novas Lanceiras possam recriar o futuro e continuem tendo o direito de se fantasiar durante o carnaval, de entoar suas loas ou de ocupar qualquer outro espaço na sociedade, antes reservado apenas para os homens.

Em 2009, um tênis fez história e marcou o nome do Brasil no cenário sneakerhead mundial ao transformar um símbolo da cultura popular de Pernambuco em um calçado que também celebrava dois anos de SneakersBR, o modelo Air Max 1 Lanceiro. Também em 2009, fazia apenas cinco anos que uma mulher havia vestido, pela primeira vez, a fantasia de caboclo de lança que tornou-se símbolo da cultura pernambucana. E, para homenagear a batalha pela equidade das mulheres Lanceiras e o espaço conquistado por elas ao longo desses anos, a Converse e SneakersBR resgataram o conceito daquele tênis emblemático, apresentando, agora, o pack especial Chuck 70 “Lanceira”.

Sola translúcida, marcas de lama, miçangas coloridas, caranguejo, detalhes lenticulares, além, é claro, da emblemática frase “um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar”, com efeito refletivo, continuam presentes. O pack traz dois modelos Chuck 70, um Hi – de cano alto – que recebe a cor creme quase areia e o outro um OX – cano baixo – colorido por um azul vibrante. Ambos disponíveis em uma tiragem super limitada e numeração que vai do 34 ao 44, a partir do dia 7 de agosto, com exclusividade nas lojas Guadalupe Store, ArtWalk (Oscar Freire) e Your ID.

Os tênis foram desenhados por Fabricio da Costa Machado, designer que assinou o projeto original do Lanceiro, e reproduzem, de forma individual, cores, texturas e elementos gráficos que homenageiam a figura carnavalesca e as conquistas daquelas mulheres tão representativas para milhares de outras, em diversos outros segmentos, espalhadas pelo mundo.

Ao longo do tempo, foram muitas as desculpas que alimentaram o machismo de uma tradição majoritariamente masculina para que mulheres não pudessem representar o caboclo de lança no carnaval. Frases como “é perigoso”, “a fantasia é muito pesada”, “é roupa de homem, Deus não deve gostar disso”, “você precisa ficar em casa para cuidar dos filhos” são alguns exemplos.

Maria José Marques foi a pioneira que desafiou costumes e fincou seu pé na lama da desigualdade, para lutar pelo espaço das mulheres Lanceiras. Na sequência, veio o Maracatu de Baque Solto Coração Nazareno, grupo formado exclusivamente por mulheres, na cidade de Nazaré da Mata, zona da mata pernambucana, liderado por Eliane Rodrigues. Antes delas, entretanto, Dona Maria Viúva nem sabia, mas já fazia história, sendo a primeira presidenta de um grupo, o Maracatu de Baque Solto Estrela da Tarde, da vizinha Glória do Goitá, cidade a 65 quilômetros da capital, Recife.

Os modelos trazem a conexão entre tradição e modernidade, simbolizando a luta das velhas gerações e o espaço conquistado a duras penas para que novas Lanceiras possam recriar o futuro e continuem tendo o direito de se fantasiar durante o carnaval, de entoar suas loas ou de ocupar qualquer outro espaço na sociedade, antes reservado apenas para os homens.

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