Muito além da música, cerimônia refletirá a estética solar de Djavan.

“­ Eu quero ver o pôr do Sol, Lindo como ele só, E gente pra ver, e viajar, No seu mar de raio”, estes e outros versos imortais de Djavan darão o tom de uma merecida homenagem ao compositor e cantor alagoano na quinta edição do Prêmio UBC, reverenciando a carreira e a vida de um gigante da nossa música.

Autor de mais de 300 obras, Djavan receberá o Prêmio do Compositor Brasileiro, dia 07 de outubro, em transmissão ao vivo no YouTube. A União Brasileira de Compositores, maior sociedade de gestão coletiva de direitos autorais do país, criou o Prêmio UBC em 2017. Na estreia, o homenageado foi Gilberto Gil. Nos anos seguintes, Erasmo Carlos, Milton Nascimento e Herbert Vianna receberam a honraria.

“Djavan é um artista capaz de transitar por vários estilos musicais e jamais deixar de ser o maravilhoso Djavan, que, com sua magia, conquista a todos, como compositor e como intérprete”, afirma Paulo Sérgio Valle, diretor presidente da UBC e compositor de centenas de canções.

O Prêmio UBC 2021 contará com apresentações ao vivo de 10 artistas da música brasileira, que interpretarão novas versões de canções de Djavan. Com direção musical de Zé Ricardo, a cerimônia será gravada diretamente na “Casa UBC”, localizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Sem perder a essência da premiação, celebrando a obra de Djavan e os grandes sucessos de sua carreira.

Além de colecionar fãs no Brasil e no exterior, Djavan também tem o reconhecimento da indústria musical, especialmente de seus colegas compositores. Diretor da UBC, e homenageado no Prêmio de 2018, Erasmo Carlos conta que é um grande admirador do artista. “Quem foi que disse que um artista não é fã do outro? (risos) Eu sou fã do Djavan! Sua poesia única, cheia de nuances pessoais e improvisos geniais, me fazem refletir sobre a beleza do belo e a natureza do amor de um jeito que eu pareço sair de mim e me esbaldar no imaginário das coisas boas e no encantamento prazeroso da vida. O suingue do meu amigo faz dançar até os mortais mais preguiçosos do universo”, afirma o Tremendão.

Vencedor de dois troféus do Grammy Latino, na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa, Djavan está no topo do ranking dos maiores rendimentos no segmento de Música ao Vivo (bares, restaurantes, hotéis e clubes) entre todos os compositores brasileiros.

Ao mesclar Pop, Jazz, MPB, Blues e sonoridades africanas, Djavan fez da versatilidade a sua marca. O resultado das canções ecléticas do artista  são, em grande maioria, músicas sobre a beleza e a vibração da natureza, do amanhecer ao pôr do sol.

Inspirado nas letras do artista, especialmente em “Lilás”, o diretor de criação do Prêmio UBC 2021, Ricardo Leite, conta que, apesar de desafiadora, a construção do projeto foi prazerosa. “Djavan transita entre estilos variados. Nosso desafio foi dar forma visual à sua poesia e à sua arte. Ele mesmo nos deu o caminho, com tons e cores que fazem parte das suas lindas canções que iluminam o nosso dia-a-dia’, afirma.

A diretora de arte e cenógrafa Susana Lacevitz, revela detalhes sobre a ambientação do Prêmio. “Dentro da ‘Casa UBC’ é como se estivéssemos sempre vendo a linha do horizonte. Ela vai se transformando com a luz e, no decorrer do show, vamos ter elementos como o nascer e o pôr do sol e o anoitecer. Tudo é gerado em cima da iluminação da linha do horizonte”, conta Susana.

O programa especial tem shows de Criolo, Diogo Nogueira, Anavitória, Mart’nália, Liniker, Geraldo Azevedo, Giulia Be, Agnes Nunes, Zé Ricardo e Jonathan Ferr interpretando versões inéditas de sucessos do compositor alagoano.

“Fiquei comovido quando soube que receberia o Prêmio UBC. Para mim é mais um incentivo em minha vida artística, para que continue criando e criando. Escrever letras e poesias me deixa em um estado de elevação enorme. Sempre que acabo de fazer uma música, me sinto o homem mais poderoso do mundo. Quando componho, não penso em um tema específico. Começo sem pensar em nada, deixando fluir. Entro no estúdio com melodia e harmonia prontos. É o que me basta para começar tudo, juntar os músicos e desenvolver arranjos. Só depois, com as músicas prontas, que escrevo as letras.
Djavan, em depoimento ao Prêmio UBC 2021

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