Artista multimídia que sempre empregou a variedade de plataformas a favor da criatividade, Azol recorre a linguagens distintas para revelar um sertão mágico na exposição “O Sertão Virou Mar”, através de fotomontagens, pinturas e uma videoinstalação.

O artista vislumbra um mundo utópico, a partir do dia 9 de setembro, no Centro Cultural Correios RJ. Instigado pelo historiador Marcus de Lontra Costa, curador de “O Sertão Virou Mar”, a exposição tem o intuito de introduzir elementos dramáticos à narrativa, gerando imagens que remetem ao realismo poético.

“Procuro ajudar o observador a embarcar numa jornada para o sublime. O mar é uma metáfora utópica para a criação de um sertão que é o contraponto da sua realidade. As fotografias produzidas apresentam fragmentos do real que se impregnam de múltiplos significados e sentimentos, se tornam plurais, transformadas pela provocação que se faz à imaginação. Caatinga, seca, a rudeza e a aspereza dos ambientes registrados são transformados em novas realidades, aquelas que, em nosso inconsciente, as chuvas poderiam revelar: abundância, esperança, fertilidade. O mar é água, é a força transformadora do sertão; nos convoca à construção de uma possível existência”, avalia Azol.

 O horizonte que se estende na fronteira entre a ficção e a realidade, explora situações que provocam a distorção dos cenários, gerando uma representação excêntrica que amplia as percepções. As diferentes leis que regem esse mundo novo são aceitas pelos olhos da realidade óbvia do homem, convidando o observador a explorar suas próprias fantasias e sonhos.

Serviço:
“O Sertão Virou Mar” – Azol apresenta exposição multimídia com série de fotomontagens, pinturas e instalação com projeção de vídeo.
Temporada: de 10 de setembro a 24 de outubro de 2021
Centro Cultural Correios RJ (Rua Visconde de Itaboraí, 20, centro).

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