Baile PartimcundumInspirado nas canções do disco “Partimpim 2”, da cantora e compositora Adriana Calcanhotto, o musical infanto-juvenil “Baile Partimcundum” dá continuidade ao projeto iniciado com o espetáculo “Lá Dentro Tem Coisa” (2017), idealizado pelo ator e empreendedor cultural Felipe Heráclito Lima.

Com dramaturgia de Adriana Falcão e Matheus Torreão, a peça estreia sua versão on-line em 2 de outubro, com transmissão pela plataforma Sympla. A montagem tem direção de Renato Linhares e direção musical de Felipe Habib e Maíra Freitas.

A peça estreou em versão presencial no final de 2019 no Rio de Janeiro, mas com a pandemia do novo Coronavírus, não foi possível seguir a agenda programada. Agora, dois anos depois, a montagem foi repensada para uma versão on-line, incorporando recursos próprios do audiovisual.

A filmagem foi feita no Teatro Poeira, com nova roupagem e direção de Murilo Alvesso, especialista na criação e direção de videoclipes e projetos audiovisuais, incluindo parcerias com Adriana Calcanhotto.

“Como filmamos em um teatro, escolhi usar as ferramentas da magia teatral associadas à linguagem do cinema. Ensaiamos no teatro por três semanas e tivemos apenas dois dias de filmagem, então, precisava estar tudo muito bem decupado”, conta o diretor Renato Linhares. “Foi muito bonito o diálogo com o Murilo e perceber a maneira como ele transformava a cena pela ótica da câmera, pela possibilidade de corte”, diz.

 As canções pontuam a aventura de Isabel pelo Reino Partimcundum, que aos 9 anos, saiu sozinha pela primeira vez, para visitar foi uma livraria. Agora, aos 12 anos, sua paixão por livros não diminuiu, e, em meio às histórias que lê, acaba descobrindo o primeiro amor no príncipe Alexandre, o menino que nasceu de um raio que veio do céu.

No repertório de “Baile Partimcundum” tem “Alexandre”, “Ringtone de amor”, “Alface”, “O homem deu nome a todos os animais”, “Menina, menino”, “O trenzinho do caipira” e “Baile Partimcundum”. Aliás, para a versão on-line, o diretor musical Felipe Habib destaca o desafio de adaptar a trilha para o novo formato. “A música não é apenas a que é executada em cena. Há uma pré e pós-produção. Primeiro, gravamos todas as bases e vozes no estúdio e, depois, captamos tudo ao vivo em cena, instrumentos e vozes”, explica Habib.

“Já fiz trilha sonora de audiovisual e muitas direções musicais. Mas essa é uma nova linguagem. Não é teatro, nem cinema. É algo novo, uma peça no audiovisual”, completa.

Criado por Bia Junqueira, o cenário evoca o interior de um livro. Todo feito por papéis de texturas e cores diferentes (craft, vegetal e manteiga) e com poucos objetos cênicos, o cenário transita entre os universos da casa da protagonista e o da imaginação e dos sonhos. Ao contornar todo o palco de papéis, Bia propõe transformar o espaço nesses dois universos no decorrer da história.

Além disso, com diferentes estampas e cores, os figurinos remetem a uma grande brincadeira surrealista. A figurinista Karen Brustollin buscou no ambiente da casa da família o ponto de partida para a criação das peças. “Para a criança, a roupa se transforma e tudo é possível. Com um lençol, ela pode virar um herói”, diz. A maior parte das peças é original de figurinos de cinema entre os anos 60 e 80.

O idealizador do projeto, Felipe Heráclito Lima ressalta a importância de levar para a cena infanto-juvenil temas como o primeiro amor e as novas formações familiares. “Como é se apaixonar por um personagem inventado, que só existe no mundo da imaginação? De certa forma, quando a gente se apaixona por uma pessoa, a gente também fantasia, vai colocando nela os adjetivos que a gente projeta”, acredita.

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