Peça discute sexualidade e homofobia.

Foto: Renato Mangolin

“Como Dobrar um Lençol com Elástico” faz curta temporada na Sympla. O trabalho tem a característica de ser “um experimento cênico” no universo on-line, com elementos de leitura dramatizada e de encenação, em diálogo com recursos dos meios audiovisuais, como a edição e diferentes possibilidades de enquadramentos.

“Como Dobrar um Lençol com Elástico” foi criado em pouco menos de um ano, em encontros virtuais para o desenvolvimento dramatúrgico e discussões sobre as temáticas e os personagens. Nesses encontros, diversos amigos e parceiros da Cia. Pandorga trouxeram seu olhar e sua contribuição.

Cleiton Echeveste, autor e diretor, conta, ” “Como Dobrar” começou a surgir em 2014, em um encontro de dramaturgia, mas ficou por vários anos na gaveta. O contexto da pandemia, no entanto, me permitiu retomar o projeto e apresentá-lo aos meus parceiros da Cia. Pandorga. Todos eles, de forma muito generosa, acolheram a proposta e contribuíram de forma decisiva para o resultado atual”.

Já Eduardo Almeida, produtor, ressalta que o trabalho representa um novo desafio para a companhia, “Depois de vários trabalhos dedicados ao público infanto-juvenil com o qual somos muito identificados, pela primeira vez a Pandorga faz um espetáculo dedicado ao público jovem, acima dos 14 anos. Nosso desejo é dialogar com esse público e também com suas mães e pais sobre temas que são urgentes na atualidade.

“Como Dobrar um Lençol com Elástico” é um espetáculo intimista e denso, que aborda a relação entre uma mãe e seu filho adolescente. Em um embate sobre pontos de vista distintos, eclodem conflitos culturalmente enraizados, ligados a padrões convencionais de comportamento, dogmatismo religioso, patriarcalismo, gênero, sexualidade e homofobia.

Gláucia (Silvia Carvalho) é uma mulher cujos sonhos foram desfeitos e cujo desalento encontra eco junto à religião. Tiago (Giuseppe Marin) é um jovem aturdido em meio aos influxos e às contradições inerentes à sua idade. Entre os dois existe um grande espaço vazio, recheado de memórias e de ressentimentos. O espetáculo investiga esses universos em colisão, em uma noite na qual Tiago é vítima de violência devido à sua sexualidade.

Além disso, na discussão entre os dois, às vezes afetuosa e muitas vezes áspera, imagens e fantasmas do passado retornam, ganhando protagonismo e evidenciando dores e traumas que permaneciam até então camuflados.

Serviço
Datas: sábado e domingo, dias 25 e 26 de setembro; 02 e 03 de outubro de 2021
Horário: à escolha do público, entre meia-noite e 23:59 do dia escolhido
Duração: 57 min. Classificação Etária: 14 anos

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