“Terra de Reis” faz temporada de 09 a 12 de setembro no Teatro Gláucio Gil e de 23 a 26 de setembro, no Teatro Arthur Azevedo, de quinta a domingo, sempre às 19hs.

A Placenta Cia. de Teatro Ritual e Antropológico, que realiza um trabalho de pesquisa contínuo sobre as manifestações culturais que acontecem no subúrbio do Rio de Janeiro, volta ao teatro com as apresentações da segunda parte da trilogia “Poéticas do Subúrbio Carioca”: “Terra de Reis. Tendo o Reisado”,  tradição brasileira originada ainda no século XVIII – como pano de fundo.  A peça apresenta a sobrevivência das partes menos favorecidas envoltas na manutenção dos costumes que se mantêm vivos por gerações.

” “Terra de Reis” perpassa três séculos. Durante este cortejo são narradas histórias de resistência e sobrevivência. As personagens se transformam no jogo espiralado da vida, entre o sagrado e o profano da existência humana, entrecruzando temas que falam de tradição, fé e desigualdades sociais. Através desta trajetória, convidamos o espectador a revisitar memórias culturais da nossa história que remetem ao passado, evocam o presente e fazem refletir sobre o futuro”, conta os diretores Erika Rettl e Venício Fonseca.

Saltando por períodos históricos como a corrida do ouro, o declínio da cafeicultura fluminense e a reforma urbana de Pereira Passos, o espetáculo se desenrola por meio de vivências que raramente são postas no lugar de protagonismo. E, ao mergulhar na cultura carioca, o que vem aos palcos retrata como a Folia de Reis é mais que uma tradição, mas também uma promessa de sobrevivência, ancestralidade e herança mesmo em um cenário pouco favorável.

A trilogia inicia com “CLÓVIS” (2019), espetáculo patrocinado pelo SESC e que aborda a cultura do bate-bola (Instagram @clovis_oespetaculo) e finalizará com “DIOILSON”, contando a história de um subúrbio fantástico encarnado em personagens cotidianamente incomuns a partir do olhar de escritores do subúrbio do Rio de Janeiro. Com sua pesquisa beneficiada pelo “FOMENTO A TODAS AS ARTES” da Lei Aldir Blanc, a peça está em processo de captação e tem previsão para 2023.

Sinopse: “Ô de casa, abre a porta, nós aqui já tamo em festa. E o meu corpo cansado vai se encher de alegria”. A Folia de Reis, entre fitas e versos, guia o espetáculo através das diferentes faces da história brasileira, violência e resistência se misturam a promessas e esperanças. Sobrevive-se, afinal, celebrar é preciso.

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