Arte Core
Reprodução Facebook

Depois de uma pausa necessária em 2020, por conta da pandemia, um dos eventos de arte urbana mais democrático, o Arte Core, volta a fortalecer a cena cultural da cidade com cores de inclusão, diversidade, liberdade e, sobretudo, produção de conhecimento e reflexão.

Durante os três dias, pessoas de todas as idades poderão acompanhar a programação gratuita, que reúne atividades de diferentes manifestações artísticas, inspiradas na cultura das ruas. Elas ocuparão o pilotis, jardins e cinemateca do Museu. Exibições de painéis de artes visuais com instalações inéditas, oficinas educativas, apresentações musicais, palestras, e muito mais estão entre as atrações. A 8ª edição será realizada em 29, 30 e 31 de outubro, no MAM Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo).

Três atrações musicais dão sonoridade ao Arte Core 2021. O DJ carioca Daniel Tamenpi, responsável pela curadoria musical do evento desde sua primeira edição, estará presente nos dias 30 e 31 de outubro, mostrando seu aclamado trabalho para o público. Já a baiana de Salvador, Jadsa, chega trazendo seu som, com referências de artistas como Jards Macalé, Gal Costa, Tulipa Ruiz e, principalmente, Itamar Assumpção.

Para fechar o evento no Rio, a curadoria musical trouxe o renomado pianista Jonathan Ferr, hoje, uns dos principais nomes do jazz brasileiro, que traz em sua música autoral, temas que aliam a questão política, social e espiritual.

Para atender ao público nos dias do festival, uma grande praça de alimentação será montada nos jardins do MAM com foodtrucks diversos. Pizza al Taglio, Vulcano e El Cozu, este último, aliás, dedicado à culinária mexicana, são algumas marcas que estarão presentes.

Nesta edição, a curadoria do festival selecionou 12 artistas visuais com diferentes técnicas, estilos e linguagens, que exibirão suas obras nos jardins do MAM Rio, entre elas, três pinturas, de 6x4m, que ficarão expostas, permanentemente, após o evento. Além disso, neste ano, a capacidade de público será limitada e reduzida, para o cumprimento dos protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

Segundo o diretor geral do Arte Core, Paulo Paiva Tassinari, a edição de 2021 chega, certamente, com extrema sensibilidade e amadurecimento, ganhando mais camadas de profundidade conceitual. “Continuamos acreditando que o festival só é relevante porque é feito por pessoas que vivem a rua e suas manifestações, porém, para além da estética, estamos mirando no conceito. Nossos pilares serão cravados na pluralidade e ancestralidade”, enfatiza.

Para beber na fonte da inspiração ancestral, o curador artístico do evento, Pedro Henrique Rodrigues, recorreu ao Sankofa, projeto da pedagoga e educadora Gaby Makena que, segundo ele, dará o ‘tom’ do Arte Core 2021. Com origem na etnia akan, localizada nos atuais territórios de Gana e Costa do Marfim, no continente africano, o símbolo ideográfico é representado por um pássaro que apresenta os pés firmes no chão e a cabeça virada para trás, segurando um ovo com o bico.

“O ovo simboliza o passado, demonstrando que o pássaro voa para frente, rumo ao futuro, sem esquecer o que já viveu, por onde voou. E é nesse conceito atemporal, metafórico e de uma cosmovisão africana, que nos remete ao Sankofa, de retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro, em que estarão ancoradas muitas das propostas artísticas e de linguagem desta nova edição”, explica Rodrigues.

Serviço:
Data: 29, 30 e 31 de outubro (sexta-feira, sábado e domingo)
Horário de visitação: De 10h às 21h
Endereço: MAM Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo)
Evento Gratuito / Acessível a cadeirantes/ Classificação livre (verifique a classificação indicativa de cada obra)
Retirada dos ingressos pela Sympla
Os ingressos do dia 30 serão liberados a partir das 12h desta quinta-feira (28)
Os ingressos do dia 31 serão liberados a partir das 12h da sexta-feira (29)
Mais informações no Instagram do evento @artecore

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