Villeneuve
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Inspirado na série de livros clássica de Frank Herbert, Duna é, certamente, um dos títulos mais aguardados de 2021. O remake de Denis Villeneuve apresenta uma incompletude que deixa a desejar com um enredo que mais parece um prólogo (uma história de origem extensa sem começo ou fim fixo).

Fato é, a história de Duna é conhecida por muitos, a jornada de herói de Paul Atreides (Timothée Chalamet em ótima atuação), um jovem brilhante destinado a salvar seu povo, que viaja ao planeta mais perigoso do universo, o deserto Arrakis, em busca do recurso mais precioso de todos, a droga Melange.

De fato, Villeneuve impressiona com sua habilidade de direção e fotografia estupenda em um filme que transporta o público a cenários alienígenas, com ótimos efeitos visuais, mas o alcance do seu sonho foi, certamente, traído pela superficialidade monótona de sua realidade os fazendo parecer ilusões de ótica. Aliás, além disso, o principal problema é um roteiro que extrai pouca substância preciosa sob a superfície, em intermináveis ​​155 minutos.

O material é dividido de uma forma que lança ideias instáveis sobre a relação entrelaçada entre colonialismo e narrativas escolhidas em uma possível sequência que, provavelmente, pode nunca ser feita.

O livro de Frank Herbert é conhecido como uma das obras mais complexas da história da ficção científica, o primeiro romance de Herbert, publicado em 1965, foi adaptado às telas por David Lynch, em 1984. O longa estrelado por Kyle MacLachlan não fez sucesso. Será que Duna consegue ser realmente transformado para as telas do cinema?

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