De 15 a 24 de outubro acontecerá o Festival Sonoridades Cênicas – Novas Dramaturgias no Youtube. O festival é uma mostra cênica virtual, composta pela leitura dramatizada em formato de podcast de oito cenas curtas escritas e interpretadas por artistas da Baixada Fluminense, região periférica do estado do Rio de Janeiro.

As cenas serão disponibilizadas nas redes sociais da Trupe Investigativa Arroto Cênico, companhia da cidade de Nova Iguaçu realizadora da empreitada em parceria com a Floriano Artes e Produções Culturais, e com apoio da Burburinho Cultural e Vibe Agency.

O Festival Sonoridades Cênicas é composto, também, por entrevistas com os dramaturgos e os atores, onde o público poderá conhecer os processos de criação por trás de cada cena. Ao fim, o projeto ainda terá uma oficina de dramaturgia ministrada pelo escritor Alexandre Damascena, e uma mostra em vídeo das cenas, dirigidas pelos próprios atores. As filmagens aconteceram no Complexo Cultural Nova Iguaçu.

O festival tem como intuito principal dar protagonismo a artistas periféricos através de sua escrita e atuação cênica. Nessa primeira edição do evento é importante ressaltar o grande número de mulheres inscritas.

Nilda Andrade, autora do texto “O homem Sardinha” junto a Rohan Baruck, afirma que “em todas as funções, os homens sempre foram o foco. Seja como escritores, cantores, atores, poetas. Aliás, neste caso, todo e qualquer lugar onde nós, mulheres, pudermos nos fazer presentes, é de extrema importância e de uma grande reparação histórica. Saber que não nos ‘silenciaram’ mais uma vez, é entender que existe cuidado e bom senso nas análises dos textos”, diz ela.

Dentre o elenco selecionado, vale destacar a presença da atriz Letícia Soares, que interpretará o solo “Candelária”, escrito por Karla Muniz. Nascida em Magé, Letícia chamou atenção nos últimos anos ao protagonizar o musical “A Cor Púrpura” e vencer alguns dos maiores prêmios do circuito teatral carioca, como APTR e Cesgranrio, entre outros. Para a atriz, o evento “é uma oportunidade importante de encontrar novos pares e contar novas histórias, além de criar pontes e laços nesse momento de separação provocado pela pandemia, em que muitas vezes os artistas não conseguem colocar seus trabalhos para circular”.

Além disso, o festival ainda homenageia o dramaturgo Ileci Antônio Ramos Filho, que dá nome ao troféu oferecido a todos participantes. Sizinho, como era chamado, foi dramaturgo, diretor de teatro, músico, poeta, pintor e acima de tudo um grande articulador cultural da Baixada Fluminense nas décadas de 80 e 90. No encerramento, haverá um tributo em forma de documentário sobre a trajetória artística de Ileci e dos demais homenageados: Anna Márcia Mixo, José de Brito e Marcelo Borghí, todos importantes artistas de teatro da região.

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