"Negra Palavra - Solano Trindade"A vida e obra de Solano Trindade, poeta pernambucano reconhecido por uma trajetória de luta contra a opressão de negros e pobres, ganha os palcos com o espetáculo “”Negra Palavra – Solano Trindade”.

Depois de temporadas de sucesso em teatros cariocas, o Coletivo Preto e a Companhia de Teatro Íntimo estreiam a montagem no Teatro WeDo! em apresentações ao vivo de 6 de outubro a 3 de novembro, quartas-feiras, às 20h.

“Negra Palavra – Solano Trindade” celebra a obra do poeta pernambucano, ativista político, ator de cinema, artista plástico, pesquisador de culturas populares e homem de teatro migrou dos palcos para o universo virtual, após três temporadas com plateias lotadas. Para isso, uma nova criação com outras formas de linguagem foi pensada para o formato online, o que rendeu a indicação de melhor espetáculo adaptado ao vivo do Prêmio APTR de Teatro, além da premiação na categoria Jovem Talento.

Na contramão dos estereótipos criados para objetificar e discriminar os homens negros, NEGRA PALAVRA – SOLANO TRINDADE recupera a trajetória do poeta trazendo para a cena suas múltiplas vivências: sua infância em Pernambuco, colorida pela sonoridade das feiras populares e pela ancestralidade do maracatu. Sua militância em diversas cidades do Brasil, como cidadão negro em um país racista, lutando pela paz e contra a fome. E sua experiência como homem, entregue ao amor e ao cuidado da família.

Aliás, antes de cada sessão digital, grandes nomes da cultura brasileira, como Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cris Vianna, Olívia Araújo, Tatiana Tibúrcio, Sheron Menezzes, David Júnior, Marcelo Mello, Elisa Lucinda, Rodrigo França, Jô Bilac, Márcia do Vale, Zezeh Barbosa, Isabel Filardis e Slam das Minas, fazem participações especiais em vídeo, já que todos participaram das temporadas presenciais dizendo poesias de Solano Trindade.

Com direção de Orlando Caldeira e Renato Farias, a peça traz 10 atores negros em cena – Adriano Torres, André Américo, Breno Ferreira, Drayson Menezzes, Eudes Veloso, Jorge Oliveira, Leandro Cunha, Lucas Sampaio, Orlando Caldeira, Rodrigo Átila e Thiago Hypólito –, cada um de sua casa, ao vivo. Além disso, não conta com manipulação de imagens ou controle externo da exibição dos vídeos, a linguagem foi estudada e trabalhada pelo grupo por mais de três meses.

Na peça, corpo, música e poesia se entrelaçam para representar uma só história: tanto a de Solano em seu tempo, como a dos homens negros contemporâneos, aqui e agora. “O maior desafio e creio que, também, a grande força desse trabalho, veio da percepção de que as poesias de Solano são profundamente atuais.”, afirma Renato Farias, um dos diretores, que roteirizou a peça usando somente poemas de Solano.

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