Inspirado na categoria político-cultural de amefricanidade – cunhada pela antropóloga, filósofa e historiadora Lélia Gonzalez – “Relatos Amefricanos” transporta para a tela e os palcos, uma amálgama de histórias que têm a experiência negro-diaspórica como fio condutor.

Em cena, uma abordagem transfronteiriça aproxima e entrelaça Brasil e Peru, duas realidades latino-americanas aparentemente díspares entre si. Essa operação é possível graças à concepção amefricana que está na base do espetáculo. Aliás, nesses dois polos, mutuamente complementares, estão as figuras de Lélia Gonzalez e a da poetisa e coreógrafa peruana Victoria Santa Cruz, como as principais referências do projeto.

“A América foi o principal destino da maioria dos seres humanos sequestrados do continente africano, para serem escravizados. A categoria de amefricanidade traduz tanto as agruras da diáspora negra, quanto os transbordamentos de África na América e é isso que queremos dançar.”, contam os criadores Gustavo Fataki e Maycom Santiago. “Se trata de enegrecer a temática e a técnica, a partir de uma proposta cujo ponto central é a categoria político-cultural de amefricanidade e aquilo que somos capazes de anunciar, como sujeitos epistêmicos que dançam.”

Apresentações de “Relatos Amefricanos” acontecem de 20 de novembro a 05 de dezembro
sextas e sábados às 20h e aos domingos às 18h.

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